quinta-feira, 22 de abril de 2010

Dúvidas cruéis


Por que as pessoas vivem reclamando dos governantes mas todos os dias agem com o mesmo egoísmo e ambição?

Por que as pessoas vivem reclamando do que o outro tem, ao invés de cuidarem dos seus próprios interesses?

Por que as pessoas menos cultas não enxergam que lixo na rua é uma coisa horrível?

Por que os jovens acham bonito ser feio? Fazem questão de dizer que bebem, que fumam, como se fosse um grande mérito...

Por que as pessoas que se julgam religiosas se acham mais “importantes” que as outras? No metrô, sentam-se nos lugares reservados a idosos e ficam lendo a Bíblia, ignorando completamente os “donos” daquele assento...

Por que os “Sem-Filhos” (Chatos! Chatos! Rsrs) são tão exigentes com crianças e os pais nunca enxergam a “ranhetice” de seus filhos?

Por que nunca respeitamos a opinião do outro? Respeitar é uma coisa; aceitar é outra!

Por que insistimos em colocar bonecos de neve e Papais Noéis com roupa de frio nas nossas casas se no Natal nosso clima é o mais quente do ano?

Por que achamos tudo que é “importado” é melhor?

Se achamos a Europa melhor do que o Brasil, por que não vamos pra lá de vez?

Se a frente de nossa casa tem só 3 metros, porque insistimos em ter um carro de 5m, que não cabe na nossa garagem e ainda atrapalha os vizinhos?

Por que damos um presente de R$ 100,00 para nosso filho (muitas vezes fora de datas especiais) mas não temos coragem de dar o mesmo valor no final de ano para nossa funcionária como agradecimento aos bons serviços?

Por que misturamos cerveja com vinho se sabemos que a dor de cabeça será de lascar?

Se alguém tiver alguma sugestão...

(e já vou avisando, Alberto: vê se para com essa mania de ficar criticando tudo! Se for pra criticar, nem escreva nada, OK?

Aliás, mais uma dúvida:

Se vc me acha tão ridícula, Alberto, pq vc não me esquece, hein?)

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Religião e Valores Espirituais Essenciais

Ontem recebemos alguns amigos aqui em casa e depois de muito bate-papo começamos a falar sobre religião.

E de uma forma muito civilizada, cada um de nós (éramos 7 adultos) começamos a expor nossos pontos de vista. É claro que cada um tem um modo de pensar, mas o que mais me chamou a atenção foi o respeito e a liberdade de cada um! Falamos, debatemos, conversamos, mas em nenhum momento um quis convencer o outro, ou se ofendeu... Tão bacana!

E aí eu lembrei de alguns trechos do livro”A arte da Felicidade” (Dalai-Lama e Howard C. Cutler, traduzido por Waldéa Barcellos):

“... Como sou monge budista, considero o budismo o mais conveniente. Para mim, concluí que o budismo é o melhor. Mas isso não significa que o budismo seja o melhor para todo o mundo. Isto está claro. E é categórico. Se eu acreditasse que o budismo era o melhor para todos, seria uma tolice, porque pessoas diferentes têm disposições mentais diferentes. Portanto, a variedade das pessoas exige uma variedade de religiões. O objetivo da religião é beneficiar as pessoas. E eu creio que, se tivéssemos apenas uma religião, depois de algum tempo ela deixaria de beneficiar muita gente. Se tivéssemos um restaurante, por exemplo, e nele só fosse servido um prato - dia após dia, em todas as refeições - não lhe restariam muitos fregueses depois de algum tempo. As pessoas precisam e gostam de variedade na comida porque existem muitos paladares diferentes. Do mesmo modo, as religiões destinam-se a nutrir o espírito humano”.

"Todas essas religiões podem fazer uma contribuição efetiva para o bem da humanidade. Todas foram projetadas para tornar o indivíduo mais feliz; e o mundo, um lugar melhor. No entanto, para que a religião tenha um impacto em tornar o mundo um lugar melhor, creio ser importante que cada praticante siga sinceramente os ensinamentos daquela religião. Ele precisa incorporar os ensinamentos religiosos à sua vida, onde quer que se encontre, para poder recorrer a eles como uma fonte de força interior. E é preciso adquirir uma compreensão mais profunda das idéias da religião, não apenas num nível intelectual mas com uma profundidade de sentimento, tornando-as parte da nossa experiência interior.Creio que deveria ser cultivado um profundo respeito por todas as diferentes tradições religiosas.”

"Acredito que há muitas razões similares para respeitar outras tradições religiosas também. Naturalmente, todas as religiões importantes proporcionaram enorme benefício a milhões de seres humanos ao longo de muitos séculos no passado. E, mesmo neste exato momento, milhões de pessoas ainda se beneficiam, obtêm algum tipo de inspiração, dessas diferentes tradições religiosas. Isso está claro. Também no futuro essas diferentes tradições religiosas oferecerão inspiração a milhões nas gerações que estão por vir. Essa é a verdade. Portanto, é importantíssimo perceber essa realidade e respeitar outras tradições."

"Não deveríamos restringir nosso entendimento da prática espiritual a termos de algumas atividades físicas ou atividades verbais, como recitar orações ou cantar hinos. Se nossa noção da prática espiritual se limitar apenas a essas atividades, naturalmente, vamos precisar de uma hora específica, um período marcado para realizar essa prática - porque não podemos sair por aí cumprindo as tarefas do dia-a-dia, como cozinhar entre outras, enquanto recitamos mantras. Isso poderia ser perfeitamente irritante para as pessoas ao nosso redor. No entanto, se entendermos a prática espiritual no seu sentido verdadeiro, poderemos usar todas as vinte e quatro horas do dia para nossa prática. A verdadeira espiritualidade é uma atitude mental que se pode praticar a qualquer hora."

"Cada uma das principais tradições religiosas do mundo pode oferecer as mesmas oportunidades para ajudar a pessoa a alcançar uma vida mais feliz. O poder da fé, gerada em enorme escala por essas tradições religiosas, está entremeado na vida de milhões.O mundo está cheio de exemplos semelhantes de como a fé religiosa proporciona ajuda concreta em tempos difíceis.Estudos revelaram que a fé não só é um indicador de que as pessoas vão relatar sentimentos de bem-estar, mas também que uma forte fé religiosa parece ajudar indivíduos a lidar com maior eficácia com questões tais como o envelhecimento, a atitude diante de crises pessoais e acontecimentos traumáticos."

"Apesar de todos esses benefícios em potencial estarem disponíveis para aqueles que resolvam praticar os ensinamentos de uma religião estabelecida, está claro que ter uma crença religiosa por si só não é nenhuma garantia de felicidade e paz."

"Se acreditarmos em qualquer religião, isso é bom. Porém, mesmo sem uma crença religiosa, ainda podemos nos arranjar. Em alguns casos, podemos nos sair ainda melhor. Mas esse é nosso próprio direito individual. Se quisermos acreditar, ótimo! Se não quisermos, tudo bem. É que existe um outro nível de espiritualidade. É o que chamo de espiritualidade básica - qualidades humanas fundamentais de bondade, benevolência, compaixão, interesse pelo outro. Quer sejamos crentes, quer não sejamos, esse tipo de espiritualidade é essencial”.

Esses trechos do livro traduzem muito do que eu penso em termos de religiosidade. Se aprendêssemos a realmente ter fé ao invés de freqüentar uma igreja simplesmente;

ou se pelo menos aprendêssemos a respeitar os outros, já seria maravilhoso!

E ontem tive provas de que existem pessoas assim! E são meus amigos! Que bom!

Beijão a todos!

quarta-feira, 31 de março de 2010

Faça alguma coisa!

Tentei por 3 vezes postar a música do Lenine ("Do it!"), mas acho que essse blog tá meio doido!

É aquela música que diz: "Tá cansada, senta! Se acredita, tenta! Se tá frio, esquenta! Se tá fora, entra! Se pediu, aguenta!"

Quem não conhece ou não tá lembrando agora deveria ouvir a música... é bem direta!

E dá o recado: faça alguma coisa! Mude a situação!

E eu tô precisando urgentemente passar num concurso!!!!

E o feriadão? Muito trabalho! Pra quem não tava acostumado... é chato, viu?

Beijão pra todo mundo e Feliz Páscoa!



quarta-feira, 10 de março de 2010

Ainda no assunto das "máscaras sociais"

"Para todos nós - mas talvez principalmente para aqueles que vivem em ambientes urbanos complexos -, as máscaras sociais são um acessório indispensável em nosso guarda-roupa emocional. Na verdade, as pessoas incapazes de mascarar seus "verdadeiros" sentimentos costumam ser vistas (e com razão, diga-se de passagem) como imaturas, mentalmente desequilibradas, ou ambas as coisas.
Considere, por exemplo, o caso de dois convidados para jantar em que a anfitriã, sem saber, serve o prato de que menos gostam. Um revela seus verdadeiros sentimentos e pede um sanduíche sem fazer a menor cerimônia. O segundo mascara esses sentimentos e vai corajosamente em frente - senão com prazer, ao menos com espírito esportivo - até a refeição terminar. Se fosse eu quem estivesse dando o jantar, saberia quem convidar novamente (o fingimento, quando acontece, já pode ser uma recompensa). O que quero dizer é que as boas maneiras têm pouco a ver com a honestidade. (grifo meu) E o mesmo se pode dizer de formas mais complexas de comportamento social aceitável. Por isso, todo ser humano maduro é um verdadeiro virtuose na arte da falsidade.
Graças a Deus. Em um grau muito considerável, o que chamamos de autocontrole depende de nossa capacidade de "mascarar", de negar e reprimir o que vivenciamos, de falsear a realidade, inclusive para nós mesmos.
Embora profundamente mal-entendido nesse ponto, foi Freud quem observou os múltiplos dividendos que essa repressão pode nos dar. Nossa intimidade com as máscaras, dizia ele, possibilitou o surgimento da própria infra-estrutura de nossa vida coletiva, que ele chama de "civilização". É difícil discordar desse ponto de vista. A capacidade de fingimento emocional, de fazer de conta, de construir máscaras apropriadas às situações talvez seja nossa vantagem evolutiva mais duradoura. E também nossa maior maldição."

Esse é um trecho do livro de Susan Maushart, "A Máscara da Maternidade - Por que fingimos que ser mãe não muda nada". Transcrevi-o porque achei que tinha muito a ver com o texto anterior (Falsidade faz parte). E tem tudo a ver com a realidade!

Abração pra todos que seguem o blog!

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Falsidade faz parte!

O texto abaixo foi retirado de uma comunidade de Orkut com o título "Falsidade faz parte", cuja dona é Marina Teixeira (o texto provavelmente é dela):

"É engraçado como as pessoas têm medo de dizer que são falsas e tomam isso como ofensa. Acontece que aquelas que assumem que são falsas são, de fato, as mais verdadeiras.

Ao assumir a falsidade, NÃO a estamos tomando como um estilo de vida, e sim admitindo que ela existe e que é necessária, às vezes. E mais, existe uma enorme diferença entre ser mau e ser falso. Nem todas as mentiras são utilizadas com intuito de prejudicar o outro.

Interessante é que se eu sou falsa e digo que sou falsa, isso pode ser uma falsidade.

Chega desse blá blá blá de encher a boca pra dizer "eu odeio falsidade". O que mais vejo por aí hoje em dia é gente que prega esse tipo de filosofia e não a pratica de fato. "

O QUE EU ACHO:
Sempre achei interessante que as pessoas colocam no seu perfil de Orkut que "odeiam falsidade", "não suportam falsidade" etc. Mas o que é ser falso?

Admita: 1) quando você vê um bebê, SEMPRE diz - pra quem estiver com ele - que é o bebezinho mais lindo e mais fofo, não é? (mesmo que às vezes o bebezinho não seja tão lindo assim...rsrsrs)
2) quando você encontra sua amiga que acabou de "detonar" o cabelo depois de uma escova progressiva mal feita, você diz pra ela "Nossa! Quem acabou com o seu cabelo?" ou finge que ficou ótimo? Ou não fala nada, mas pensa que nunca irá fazer qualquer coisa naquele salão?
3) Quando você encontra aquele seu amigo com um baita mau-hálito, você diz pra ele "Nossa, que bafo de gambá!!" ???
4) Quando você ouve alguém falar mal de outra pessoa, sabendo que quem está falando faz pior do que a vítima da ofensa, você fala "Olha quem está falando..." ???
5) Quando você encontra alguém que não tolera muito, é franco/a o suficiente pra dizer: "Você é um porre, hein?" ??
6) Vai me dizer que todo recadinho de "Parabéns" que você manda no Orkut é sincero, de coração???
7) Vai me dizer que os agradecimentos pelos presentes que você detestou foram verdadeiros?

Seja lá qual for a sua resposta a essas perguntas, de uma coisa eu tenho certeza: se você não é "falso", provavelmente é considerado um "chato"!!!! Porque se você diz tudo o que você realmente pensa, as pessoas devem fugir de você!!!! rsrsrsrs

Então, da próxima vez que for levantar a bandeira da "Não-falsidade", pense bem!
Ninguém consegue ser verdadeiro o tempo todo...
E há certas "falsidades" que são vitais pra convivência social! Pense nisso!

"Falsidade": se for para o bem, que mal tem?

Bom Carnaval pra todo mundo!




terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Socorro! Sou funcionária pública!!!


Acho que a foto ilustra bem o porquê do meu sumiço neste Blog.

De qualquer forma, pra quem não acredita que funcionário público trabalha, aí está a foto que demonstra tudo: São mais de 230 mandados, e alguns já estão com o prazo - de 30 dias - pra vencer!
Levando-se em conta que alguns mandados têm mais de um endereço, são mais de 250 "diligências"... Será que darei conta do recado???

Beijão pra todo mundo!!!


quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

O BRASIL TEM JEITO OU TEM "JEITINHO"?

Em primeiro lugar, quero desejar um feliz 2010 a todas as pessoas que acompanham este blog!!!

Demorei pra postar porque o final e o início de cada ano são capazes de nos enlouquecer... é tanta correria e tanto imposto (I.R., I.P.T.U, I.P.V.A.), que quando nos damos conta já estamos quse em fevereiro!

Mas vamos ao que interessa: achei o texto interessante e publico-o para análise de meus amigos:

Ser humano é egoísta e “jeitinho” não é só brasileiro, diz jurista

Entrevista com Ruben de Azevedo Quaresma, jurista e fiscal de rendas

Publicado em 01/09/2008

O ser humano é egoísta e avança sobre o direito dos seus semelhante para satisfazer suas necessidades. A frase forte é de Ruben de Azevedo Quaresma, fiscal de rendas no Rio de Janeiro e autor do livro Ética, Direito e Cidadania – Brasil sociopolítico e jurídico atual (Juruá Editora). A obra foi lançada em Curitiba no último dia 27, na loja das Livrarias Curitiba no Shopping Estação.

O jurista escreveu o livro durante o mestrado em Direito Tributário, instigando o debate sobre temas em discussão nacional, como corrupção, o jeitinho brasileiro e o papel de instituições, como família e igreja, na formação do cidadão.

O Brasil tem jeito ou o Brasil tem jeitinho?

Ouço muito falar do jeitinho, principalmente depois que o Gerson (jogador de futebol tricampeão pelo Brasil na Copa de 70) disse que o brasileiro gosta de levar vantagem em tudo, por isso deveria escolher o cigarro que ele indicava. O meu livro aborda esta situação, o jeitinho brasileiro, que não é bem um jeitinho do nosso povo, mas do ser humano. Mas o Brasil tem jeito sim. Existem instituições de muito respeito, como as Forças Armadas, a família, as igrejas – católica e evangélicas – e a Maçonaria, que ensinam os princípios de ética, direito e cidadania. Mas o importante é que a ética, o direito e a cidadania comecem dentro de cada um. A coletividade, a sociedade, o Brasil, tudo isso é a soma de cada parceiro social – cidadão. Então, a sociedade nunca é melhor que o cidadão. O todo nunca é melhor que a parte, ele é a composição da parte. Por isso a sociedade precisa continuar repudiando atitudes condenáveis, como o uso de cartões corporativos mal-empregados, o mensalão, a violência. É muito importante que a sociedade esteja atenta a isso. Não adianta condenar os outros – os políticos, maus juízes, maus fiscais, maus policiais – se cada um não procurar corrigir a si próprio. A ética começa dentro de nós.

Por que as pessoas costumam cobrar ética dos outros, e para si só buscam direito e cidadania?

Porque, em princípio, o ser humano é egoísta. Para satisfazer as suas necessidades, ambições e paixões, ele avança no direito dos demais. É preciso que as pessoas que são boas e que têm ética, direito e cidadania não se acovardem. Ninguém pode ter vergonha de ser honesto. É preciso mostrar e comentar a honestidade.

O que o senhor considera mais grave: sonegar impostos, estacionar o carro na vaga de um deficiente físico, cobrar juros abusivos ou assaltar um banco?

Para mim, todos os crimes são condenáveis. As penas variam de acordo com o conceito que o legislador teve da forma de criminalidade, e como a situação é criminalizada perante a lei. Mas todo crime e toda infração precisam ser combatidos. Tudo que está contra lei deve ser condenado e deve ser combatido. No entanto, o mais importante é o cidadão ter a sua ética, direito e cidadania, e defender esses princípios, continuando a executá-los e cobrando dos demais. Não sou favorável a uma caça às bruxas, mas a um sistema educacional bem colocado, bem posicionado, para que todas as pessoas possam ouvir aquilo que já ouviram quando crianças, e possam colocar em prática a ética, o direito e a cidadania. São princípios fundamentais para se ter uma sociedade civilizada.

A prática do nepotismo no serviço público (empregar parentes) é algo condenável no campo da ética?

Sim. Cada governante procura ter ao seu lado pessoas de confiança, para que ela possa executar bem as funções que lhe são atribuídas pelo eleitor. Mas considero que o governante não deve escolher para os cargos de confiança somente os familiares. Pelo contrário, ele deve evitar contratar parentes para que a população não sinta que o governo está fazendo do patrimônio público, patrimônio particular. Mas é preciso respeitar a presença de pessoas de confiança no governo.

Qual é a nota que o senhor atribui à ética dos políticos brasileiros?

Eles merecem a nota mínima possível. Por exemplo, se for quatro, eles estão abaixo disto, porque os governos não estão cumprindo as suas obrigações. Hoje a mídia e a internet estão divulgando mais os problemas governamentais, mostrando que há muita coisa a ser consertada.

O cidadão deve tomar que tipo de cuidado na eleição que se aproxima?

Vale a pena votar numa pessoa simpática, bonita, homem ou mulher, que saiba falar bonito? Ou então que coloque as crianças no colo, abrace as pessoas na rua, cumprimente todo mundo. Ou aquele candidato que distribua dentaduras, muletas, cadeira de rodas, e não se saiba a origem do dinheiro que ele está gastando? Parece que não. E depois, o que o candidato vai fazer? Possivelmente será proprietário do seu cargo, sem nenhum compromisso com o eleitor e a população. Então, é preciso votar nos honestos, com capacidade administrativa, para se ter nos quatro anos o governo que a gente quer. Além disso, é preciso cobrar do governo, porque se deixar do jeito que eles querem, a situação vai ficar como está.

Como o senhor avalia a Justiça brasileira?

Ela precisa cumprir algo que está na Constituição: celeridade e seriedade. Há processos que demoram anos. Há seis meses li no jornal sobre a decisão de um processo que tinha 94 anos – estava na terceira geração. Isto não pode acontecer. Sejam os crimes do colarinho-branco, os processos contra os político com ficha suja, tudo deve ser julgado com celeridade. Se existe a necessidade de ter mais juízes, é preciso tê-los. O que não pode é demorar para julgar processos – anos e anos. Muitas vezes, um crime de repercussão (caso Isabella) precisa ser julgado rapidamente, porque a sociedade precisa saber que as instituições estão funcionando neste país.

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