terça-feira, 14 de junho de 2016

SINTO MUITO, MAS NÃO VAI TER JEITO

Todos os dias quando saio às ruas, seja pra ir ao Fórum ou pra cumprir mandados, observo as pessoas.

E a todo momento o que se vê é desrespeito, falta de educação e soberba.

Hoje entendo porque o principal mandamento bíblico é "Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo".

Muita coisa tá errada porque ninguém quer pensar no outro. São todos egoístas, só enxergam o próprio umbigo.

Vejo pelas vagas de parada rápida (15 minutos). Há diversas na cidade. Tente parar em uma delas... 90% está ocupada por carros sem o pisca-alerta ligado e por mais tempo que o permitido. Por quê? POrque não penso no outro, quero que o outro se dane.

E as vagas para deficiente nos supermercados? Mesma coisa. E a desculpa é clássica: "É só por um minutinho... só vou sacar um dinheirinho no caixa eletrônico!" "Nem tem tanto deficiente assim, vai!"

E nesta época de crise política, o que mais vejo são pessoas egoístas. O discurso é o mesmo: "Quer ganhar? Tem que trabalhar!" Só que geralmente as pessoas que mais criticam Bolsas oferecidas pelo GOverno são as primeiras a querer quando se enquadram em algum benefício.

Nosso povo é assim mesmo. Se acha superior a qualquer pessoa, a qualquer lei.

Durante 1 mẽs houve um bloqueio numa grande avenida aqui da cidade, por conta das obras de reforma do local. Vez ou outra os bloqueios eram refeitos, por conta dos estragos que os populares faziam. Um dia colocaram umas manilhas de concreto como bloqueio. Dias depois estavam pichadas "Se demorar muito, a gente quebra tudo".

Não faltam leis. Falta respeito.
Não faltam oportunidades. Falta quem queira aproveitá-las.
E - perdoem-me os mais otimistas - isso aqui não vai ter jeito não.

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Respeitando o "Dia de Fama" do outro

Caraca! Já faz mais de um ano que não posto nada aqui...
Agora quero escrever mais... já que no Facebook não se pode escrever o que se quer, o jeito é apelar pro Blog!
Pelo menos aqui a página é realmente minha e só vê quem quer.

Tem muita gente que já reclamou das minhas postagens no Face... Tem gente que diz adorar também!...
Fato é que no Facebook sempre alguém vai achar que é carapuça pra certa pessoa (e geralmente é, mesmo... kkk) Aqui a liberdade é maior.
Mas vamos ao assunto principal: respeitar o "Dia de Fama" do outro.

Tenho um salão de festas. Novo, moderno, bonito, "clean". Mas devo admitir que a cada novo salão da cidade, os holofotes mudam de foco... E isso é bom! É o momento de fama daquele espaço agora... você já teve o seu! E cada profissional tem seu público específico! Não fosse assim, o que seriam das lojas que ficam em ruas específicas em São Paulo? Vinte e Cinco de Março com suas bugigangas... José Paulino com roupas... Paula Souza com equipamentos para bares e restaurantes...Florêncio de Abreu com ferramentas... e por aí vai.

Outra coisa que me chama a atenção são as fotos de viagem postadas no Facebook. Fulano posta as fotos numa determinada rua de Nova Iorque. Aí Beltrano comenta assim: "Não deixe de ir ao barzinho khkyihkhiv... muito bom!" Ou então: "Nossa, vc está pertinho da cidade RGkhiyrgi... dê uma passadinha por lá e não se arrependerá!".
Não fica parecendo que o Beltrano quis mostrar que também esteve lá? "Ei! Eu já fui também!" kkkkkk
Isso me faz pensar duas vezes antes de dar algum palpite, principalmente nas redes sociais.
Acontece que aquele momento é DAQUELA PESSOA! Não queira fazer parte disso! Ela pediu conselhos pra vc? Não né? Então a viagem dela já está programada e naõ adianta querer dar dicas em cima da hora. Agora é o momento dela. O seu já foi. Deixe que ela vá onde quiser. E que poste as fotos.

Penso a mesma coisa das velinhas de aniversário. Vc espera 1 ano inteirinho (365 dias) pra ter o SEU momento. Aquele dia e aquele bolo são pra comemorar o seu aniversário. Pra comemorar mais um ano de vida! E aí enchem a mesa do aniversariante (na maioria das vezes, crianças, incentivadas pelas mães) e vira a maior briga pra ver quem apaga primeiro a sua vela. Já presenciei um aniversário em que a vela foi apagada bem antes do final da canção umas cinco vezes, porque as crianças disputavam quem ia apagar primeiro.
E já vi fotos de aniversário de uma criança onde percebia-se claramente o inconformismo da mãe do aniversariante porque seu filho mal conseguia ficar de frente com o próprio bolo: os amiguinhos invadiram o lugar do aniversariante!kkkkkkkk  Não dá pra respeitar o "Dia de Fama" do dono do bolo? Que coisa!
As mães já deviam instruir em casa: "Olha, filho, hoje o aniversário é do Ditinho, ok? Quem apaga a vela é ele, tá bom? Vc vai ajudar a cantar "Parabéns" e sorrir pra foto... apenas isso." kkkkkk

Então é isso. Cada um no seu dia. Hoje a estrela é você. Amanhã é seu colega. A cada dia nos comportamos de uma maneira. E respeitar isso é fantástico.
Abraço pra quem leu isso tudo.

terça-feira, 8 de julho de 2014

É hoje: Brasil X Alemanha!

Hoje é dia que meus parentes ficam divididos: jogo entre Brasil e Alemanha.

Sei que grande parte deles torce mesmo é pro time europeu... veja se pode! rsrsrs

Eu, sinceramente, não sinto nenhuma dúvida pra quem torcer. Vou torcer pelo país onde nasci, pelos país onde cresci, estudei; enfim, pelo país que me dá trabalho e de onde tiro meu sustento.

Fico pensando como seria se meus bisavós tivessem nascido na África, ou no Afeganistão, sei lá... será que meus parentes seriam tão fanáticos também? rsrsrs

Tenho uma prima que mora na Alemanha há 23 anos. Nasceu no Brasil, mas aos 20 anos (ou menos) casou-se e foi morar lá. Ou seja: ela está há mais tempo na Alemanha do que no Brasil. Foi lá que trabalhou, lá que teve seus 3 filhos, e é de lá que tiram o sustento da família... é claro que ela, o marido e os filhos têm que torcer pela Alemanha! Não há dúvida nisso.

Mas tem gente que nunca pisou na Alemanha que vai torcer fervorosamente pelos branquelos. Paixão é assim. Não se explica.

E que vença o melhor! E que o melhor seja o time brasileiro! rsrsrsrs




terça-feira, 29 de abril de 2014

Se nasci no Brasil, sou BRASILEIRA!

Hoje resolvi escrever sobre algo que me incomoda muito.

Meus bisavós (BISAVÓS!!!) nasceram num outro país, conhecido hoje como Alemanha (mas já foi Pomerânia ou sei-lá-o-quê). Por este fato, cresci num ambiente totalmente devotado a este país: meus avós (que não cheguei a conhecer) foram educados a idolatrar este país, e passaram direitinho a missão a seus descendentes - ou pelo menos à maioria deles. Descobri, inclusive, que a grande maioria da família torce para o São Paulo F.C. porque é o time que tem as cores mais parecidas com as da Alemanha... dá pra acreditar? 99% da família JAMAIS pisou na Alemanha, mas são capazes de dissertar horas e horas sobre as maravilhas daquele país (por favor, não estou negando que lá há muitas maravilhas... )

Justamente por esta "avalanche de paixão" pela Alemanha, acabei por adquirir um sentimento inverso aos dos demais...

Mas não tem jeito... percebi que acabei herdando uma coisa do povo alemão: a chatice. Veja o que achei num Blog de um brasileiro que vivia na Alemanha em 2.011 (não sei se ainda vive lá):

"Cortar barato é uma especialidade alemã, acho que chega até a ser uma instituição cultural. Depois de não sei quantos séculos de guerras, nazismo, comunismo e o diabo à 4, os alemães não se alegram assim rapidinho com as coisas simples da vida. O negócio tem que ser garantido para gerar uma empolgação legítima na pessoa.
E eu, que sou uma pessoa até um pouco pessimista, mas que me entusiasmo com a possibilidade de encontrar Ruffles na próxima esquina – pois é, não sei como é no Oeste, mas por aqui não tem Ruffles -, vejo meu barato sendo cortado com muita frequência neste país. E eu odeio isso. Alguns exemplos:
Tamine: “Rapaz, abril chegou e com ele o verão! Uhuuuu! Vou tirar o biquíni do porão!” –percebam que aqui utilizei uma espécie de hipérbole para expressar minha alegria pelos dias menos frios que estão aparecendo.
Pessoa alemã:
 “É mas ‘April weiß nicht was er will’ (abril não sabe o que ele quer), então pode até nevar esse mês!”  – percebam que a pessoa alemã não entendeu a minha piada, como sempre."
pra quem quiser conferir:
http://diekarambolage.wordpress.com/2011/04/12/coisas-que-os-alemaes-gostam-1-cortar-barato/
E lendo e rindo desse trecho e de outros exemplos que ele dá, percebi que muitas vezes sou assim também. No Facebook, por exemplo: a pessoa posta uma coisa que não é verdade e eu já corro a escrever que não é assim, que aquilo é falso... kkkkkkk - Poxa... deixa a pessoa pensar que é verdade né? Deixa a pessoa ser feliz, "alemoa"!!!! rsrsrs

Eita povo sincero... kkkkk
 
Já escrevi outras vezes que o problema do Brasil é o povo que vive nele. E assim herdamos a corrupção dos portugueses, a bagunça dos italianos, a chatice dos alemães... 
Todo mundo aqui quer ser estrangeiro! Mas só na parte boa... (aliás, será que tem coisa ruim por lá? rsrsrs)

Eu não sou alemã...E como BISNETA de alemães, não me sinto nada alemã.
Eu nasci no Brasil. Sou brasileira! E não tenho vergonha disso.









segunda-feira, 31 de março de 2014

As mulheres bonitas e o estupro

Sempre ouvi dizer que a ocasião faz o ladrão.
Quando um sujeito quer roubar uma casa, ele fará de tudo para conseguir seu intento (tenha grade, cachorro, alarme... seja o que for). Mas para aquele "ladrãozinho" preguiçoso, que não quer muito trabalho, uma casa sem cachorro e com portão aberto já é uma grande oportunidade...
Penso o mesmo quanto ao polêmico assunto do estupro. Me perdoem meus amigos defensores das mulheres bonitas. Mas para um sujeito que está "à perigo", uma mulher com microssaia é um sinal verde... basta jogar no chão! Fica fácil demais...
Há cerca de dez anos estava dentro de um ônibus em São Caetano e vi, numa parada de semáforo, no carro ao lado, um sujeito que estava "à perigo" (vou poupá-los dos detalhes... cena horrível de se ver). Alguém aí acha que ele se interessaria por alguém de calça, ou mesmo de shorts? Acho improvável.
Não quero que me entendam mal... Não quero parecer a "gordinha recalcada"... kkkkk Tudo o que é bonito tem de ser mostrado sim; mas certas atitudes tornam a mulher "fácil" demais. Não há mais aquele suspense, aquela dificuldade... tudo está "à mão"... se é que me entendem. Como reclamar depois?
Pelo que li até agora, a defesa das mulheres alega que, se não houvesse ESTUPRADOR não haveria estupro: ou seja, a mulher jamais pode ser responsabilizada por essa violência. Concordo. Porém, desde que o mundo é mundo, sabemos que o desejo sexual existe, que os hormônios masculinos estão sempre "em polvorosa" (por que você acha que existe tanto remédio inibidor em manicômios?) e que a profissão mais antiga do mundo é a de prostituta - uma pessoa especializada em "acalmar os ânimos" dos homens mais necessitados... Ou seja: com hormônio não se brinca. Também não é CULPA do homem esse instinto voraz! É algo que todos têm... uns conseguem refreá-lo... outros, não. E aquele que não consegue refrear esse instinto, vai pegar a primeira presa fácil que aparecer...
E agora?
Resumindo: não é a sua roupa que vai fazer com que seja estuprada. Mas a ocasião faz o ladrão. Esquecer o portão aberto não fará com que você necessariamente seja assaltada; mas se o ladrãozinho passar por lá, preferirá a sua casa do que a do vizinho... pela facilidade.

quarta-feira, 12 de março de 2014

O problema do Brasil é o povo que vive nele

Todos os dias vejo postagens nas redes sociais falando mal do Brasil. 

E as pessoas que escrevem ou compartilham essas coisas são moradores daqui. Nem posso dizer que são brasileiros, porque eles mesmos dizem "os brasileiros são sem-educação", "os brasileiros são idiotas", "Brasil: um país de tolos"... e por aí vai. Ou seja: "os brasileiros são; eu estou fora dessa lista".

E na verdade é isso mesmo. O povo que vive aqui, como já escrevi em outra oportunidade, "se acha" estrangeiro. Dizem com a boca cheia "sou descendente de alemão", "sou descendente de italiano", "minha família é da região da Bavária" etc. Então, eles estão aqui de passagem. E acham o cúmulo ter que conviver com esse povo burro, mal-educado, sem-vergonha...

Quando leio essas coisas, me dá uma vontade enorme de dizer pro sujeito: "Volta pra tua terra, companheiro! Se lá é tão bom..." 

Hoje mesmo assisti a um vídeo de uma tal de Julia Jolie (ou algo parecido) onde ela relata, de forma exaltada, que morou um tempo nos Estados Unidos e lá as pessoas são educadas, dizem "I´m Sorry" a todo momento, cumprimentam os outros... e que aqui, "os brasileiros" são muito mal-educados, não pedem desculpa nunca, não saem da frente quando se pede licença, não cumprimentam... enfim, uma lástima! (Detalhe importante: ela mora no Rio de Janeiro.)

E ainda tem aquele vídeo famosíssimo da Carla Dauden, a cineasta que  vive em Los Angeles há cinco anos (onde fez faculdade de cinema), só foi ao Rio de Janeiro uma vez, nunca entrou numa favela e há 1 ano e meio não vem ao Brasil por motivos de estudo e burocracias de visto. Ela caprichou na produção de um vídeo (em língua inglesa) que fala mal do Brasil e sugere ao mundo que NÃO VENHA À COPA!

O fato é que não dá pra generalizar. Há gente boa no Brasil, na Alemanha, na Austrália, na Itália, no Japão... e há muita gente ruim nesses lugares também.
Dizer que criticar resolve o problema é muita cara-de-pau! 

Quando seu filho começa a dar trabalho pra estudar, pra trabalhar... você conversa, aconselha, luta pra dar certo, ou desce o cacete sem dó? Você tenta resolver com ele ou já sai gritando pelo mundo que seu filho não tem jeito? (ahhhh... mas aí tem o amor incondicional...)

Então, "estrangeiros"... vamos tomar jeito! Há duas opções: tentar resolver os problemas ou arrumar as malas e cair fora! Sem cuspir no prato em que comeu, OK?

Até!


segunda-feira, 10 de março de 2014

Fé - toda certeza que dispensa provas

O assunto de hoje é muito delicado. Certamente gera polêmica, discussão. Justamente por este motivo não compartilharei em nenhum lugar esta postagem: quem passar por aqui vai ler... quem não passar, ficará imune a esta opinião. Não tenho a intenção de convencer ninguém, muito menos desprezar a fé de ninguém. Apenas registro a minha opinião.

Coisa que sempre me intrigou foi a fé. A característica mais marcante de quem tem fé é a aceitação do resultado, seja ele qual for. A pessoa pede: se o resultado foi alcançado, graças e Deus; se não foi, graças também - pois Ele sabe o que faz.

Sendo assim, para os mais céticos, fica a questão: por que pedimos então? Se o resultado será dado pelo Criador, por que tentamos interferir?

A experiência nos mostra que, pedindo ou não... ajoelhando ou não... o resultado será o que Deus quiser! Ás vezes corresponde ao nosso pedido; outras vezes, não.

Num dos textos do CD "Filtro Solar", ouvi uma definição de fé que me marcou: "FÉ é toda certeza que dispensa provas." E não é isso mesmo? Quem tem fé não duvida, não questiona, não hesita. Confia e pronto! Não é necessário que se prove nada. Aceita-se.

Não nego que a fé é importante. Para alguns, aliás, ela é extremamente necessária. É o que os mantêm esperançosos.

Para outros, certos acontecimentos os deixam mais céticos ainda. Ou seja: pra cada um, um resultado.

Achei muito bonito um trecho de um livro sobre o Budismo que fala um pouco disso:

"Como sou monge budista, considero o budismo o mais conveniente. Para mim, concluí que o budismo é o melhor. Mas isso não significa que o budismo é o melhor para todo mundo. Isso está claro. E é categórico. Se eu acreditasse que o budismo era o melhor para todos, seria uma tolice, porque pessoas diferentes têm disposições mentais diferentes. Portanto, a variedade das pessoas exige uma variedade de religiões. O objetivo da religião é beneficiar as pessoas. E eu creio que, se tivéssemos apenas uma religião, depois de algum tempo ela deixaria de beneficiar muita gente.Se tivéssemos um restaurante, por exemplo, e nele só fosse servido um prato - dia após dia, em todas as refeições - não lhe restariam muitos fregueses depois de algum tempo. As pessoas precisam e gostam da variedade na comida porque existem muitos paladares diferentes. Do mesmo modo, as religiões destinam-se a nutrir o espírito humano." (A arte da felicidade - Dalai Lama e Howard C. Cutler)

E mais à frente:
"... se acreditarmos em qualquer religião, isso é bom. Porém, mesmo sem uma crença religiosa, ainda podemos nos arranjar. Em alguns casos, podemos nos sair ainda melhor. Mas esse é nosso próprio direito individual. Se quisermos acreditar, ótimo! Se não quisermos, tudo bem. É que existe um outro nível de espiritualidade. É o que chamo de espiritualidade básica- qualidades humanas fundamentais de bondade, benevolência, compaixão, interesse pelo outro. Quer sejamos crentes, quer não sejamos, esse tipo de espiritualidade é essencial."

No resumo de tudo, a velha frase, já desgastada: "O importante é ser feliz!"

Você é feliz com sua fé? É isso o que mais importa.
Boa semana pra todos.


Seguidores