terça-feira, 10 de abril de 2012

Fazendo de conta que ajudo os outros

Na revista Sorria (vendida exclusivamente nas Drogarias Raia) do mês de outubro do ano passado, uma reportagem me chamou a atenção: fala sobre o "Slacktivism". Assunto interessante nos dias de hoje, em que as pessoas acham que basta um click para ajudar alguém:

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Será que uma iniciativa virtual faz diferença na realidade? Nossa repórter se tornou uma ativista digital e descobriu, nos bastidores do engajamento on-line, o que funciona de verdade
Texto: Jaqueline Li // Ilustração: Bruno Algarve // Stil: Marcelo Trad
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Jaqueline, nossa ativista virtual: ela clicou, assinou, curtiu e viu o que há por trás dos movimentos digitais
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Centenas de possibilidades a um clique: alimentar crianças na África ou deixar as baleias de Abrolhos namorar em paz, ajudar mulheres com câncer de mama ou lutar contra a corrupção. Muito se diz sobre o poder da internet para mobilizar, engajar e agrupar pessoas em prol de uma causa. Só neste ano, com o apoio e a pressão das redes sociais, vimos nações se livrar de ditaduras na Primavera Árabe, pessoas condenar ações de grandes empresas e políticos assumir suas faltas. Tudo disponível on-line para quem quiser apoiar, ler, comentar e compartilhar, sem sair de casa. Mas será que a rede de computadores é mesmo capaz de transformar a realidade? Curiosa para descobrir até onde vai uma ação que começa no mundo virtual, aceitei o desafio de acompanhar, curtir e participar de movimentos por algumas causas que surgiram em minha tela. Por três semanas, eu virei uma ativista digital.

Pelo Facebook, a rede social que compartilha informações entre amigos, eu sempre fico sabendo de ações como marchas e festas em torno de alguma causa. Se ninguém me convida, vejo uma hora ou outra que um amigo confirmou presença. O mais difícil é filtrar tanta informação, escolher as causas que realmente têm a ver com o que acredito – e não as mais populares. Pesquisando sobre isso, eu descobri que muita gente cai no slacktivism (o ativismo de mentirinha), que não tem impacto nenhum na sociedade, mas faz com que o sujeito aparentemente se sinta bem. É uma forma de aliviar a consciência e mostrar aos outros que você faz algo. Ciente desse perigo, comecei os trabalhos.

Apoie essa causa

Ao entrar na vida de ativista, eu descobri que estava agindo para transformar a realidade toda vez que compartilho um texto, uma ideia ou as informações que considero relevantes. Mas, para ir mais longe, fui pondo meu nome em nove abaixo-assinados que achei interessantes, como um que pedia o veto da presidente Dilma ao novo código florestal, outro que faria com que o Saci Pererê tivesse uma data nacional em sua homenagem e na lista que exige que a polícia dinamarquesa não condene quatro integrantes do Greenpeace presos em uma manifestação pacífica.

Soube que algumas plataformas de sites de abaixo-assinados não fazem restrições à criação de listas. Há uma quantidade incontável de petições online produzidas diariamente, sem nenhuma moderação. A meta de assinaturas também muda constantemente – pode ser de 100, 100 mil ou 1 milhão. Além de isso parecer não ter fim, é muito fácil assinar nomes falsos ou multiplicar sua contribuição alterando um sobrenome ou alguma letra. Nenhum documento legal é necessário para provar a identidade – basta o e-mail, às vezes o número do CEP ou do telefone.

Minha maior dúvida era saber se esses documentos têm alguma utilidade prática. Foi aí que descobri que abaixo-assinados são apenas manifestações da opinião pública. A quem, de fato, se destinam, é apenas outra maneira de chamar atenção. No gabinete da Presidência da República, por exemplo, não faz muita diferença um documento chegar com só dez ou 250 mil assinaturas, porque fatalmente ele será engolido pela burocracia federal. Em geral, o autor das petições on-line não sabe quão popular será sua causa nem o que fará com as assinaturas. Assinei a causa que defende a ideia de que os professores da rede pública tenham o mesmo índice de reajuste salarial que os parlamentares, mas, quando fui atrás do organizador e dos políticos envolvidos, percebi que ninguém tinha noção de que a marca de mais de 166 mil assinaturas já havia sido atingida.

Ainda assim, algumas petições on-line têm destino mais prático. As assinaturas recolhidas contra o fechamento do Cine Belas Artes, em São Paulo, tornaram-se um dos documentos mais importantes para o processo de tombamento do local como um patrimônio imaterial. E a Lei Ficha Limpa, uma ideia que virou projeto de lei de iniciativa popular, só surgiu por causa de 1,6 milhão de assinaturas físicas e mais de 2 milhões de virtuais – para que o abaixo-assinado tenha essa força, é necessário que 1% do eleitorado assine fisicamente uma petição, com firma reconhecida em cartório eleitoral. O que senti é que parece haver certo descompasso entre se mostrar disposto à mudança e estar pronto para levá-la a cabo. Das causas às quais assinei meu nome, não consegui resposta positiva sobre o destino de nenhuma delas. Muitas estão abertas até agora, e é possível que sigam assim ainda por muito tempo.

Ajude com seu clique

Além das listas, usei o mouse em sites que revertem cliques em doações de coisas palpáveis para organizações não governamentais, como comida e mamografias. São sites como o clickarvore.com.br, da ONG S.O.S. Mata Atlântica, que se propõe a reflorestar várias regiões do Brasil, sem cobrar nada do internauta (veja mais no quadro abaixo). Na maioria das vezes, os sites não exigem dados pessoais, e parecem uma forma fácil de ajudar – mas, como descobri, não funcionam como um passe de mágica.

As empresas que bancam as doações fazem isso em troca de mais visibilidade na rede – cada vez que alguém clica para ajudar é obrigado a ver a marca. Ou seja, é uma maneira diferente de fazer permuta em troca de publicidade, mas com o intuito de resolver alguns problemas pontuais. O que pode funcionar. É assim que o Instituto Neo Mama, de Santos, no litoral de São Paulo, oferece em média 45 mamografias gratuitas por mês a mulheres carentes.

Empolgada, cliquei várias vezes no link. Porém, soube depois que não faz diferença se naquele mês o instituto recebeu só os meus ou 250 cliques: os patrocinadores disponibilizam um número fixo de mamografias por mês. Claro que a nossa participação facilita que as parcerias sejam firmadas, mas não é a quantidade de cliques que faz a quantidade real de doações.

Você curtiu isso

Minha última frente como ativista digital foram os movimentos voluntários. São as marchas ou protestos que, divulgados na internet, angariam adeptos que vão para a rua mostrar sua opinião. Acompanhei algumas dessas ações e percebi que as pessoas estão acostumadas a curtir e a dizer sim para tudo, mesmo que estejam a quilômetros do lugar onde vai acontecer a manifestação. Nas três marchas a que fui na Avenida Paulista, em São Paulo, o número de pessoas que confirmaram comigo a presença via Facebook não tinha nada a ver com a quantidade que apareceu lá em carne e osso.

Na primeira manifestação, em um sábado chuvoso, esperava cerca de 400 pessoas em defesa da floresta Amazônica. Encontrei quase o dobro. No domingo, no protesto por um Estado laico, 19 mil manifestantes disseram que estariam lá, mas eu só vi uns 30. Na marcha pela educação, cerca de 700 pessoas confirmaram a participação, mas havia pouco mais de 100 militantes nas ruas. Em outras cidades, eu percebi pelos comentários que isso também é comum.

Um exemplo é o caso Tonho Crocco, nome do músico e deputado estadual gaúcho que compôs um rap com o nome dos 36 parlamentares que aprovaram o aumento de 73% em seus salários. A música rendeu mais de 180 mil visualizações na web, e o cantor foi processado por ferir a honra dos deputados. Por semanas, os ativistas se movimentaram na rede e conseguiram arquivar o processo contra o compositor. Então, no dia em que aconteceria a audiência, uma manifestação foi agendada em Porto Alegre e, pelo Facebook, 15 mil pessoas confirmaram presença. O que se lê na página é a frustração de quem apareceu achando que encontraria uma festa e viu pouca coisa.

Conecte-se e compartilhe


Nas minhas semanas de ativista, eu percebi que a internet cumpre bem seu papel de difundir ideias sem filtros nem hierarquias. Conversando com Massimo di Felice, especialista em teoria da opinião pública da Universidade de São Paulo, soube que estamos presenciando uma nova forma de construção coletiva em que tudo e todos estão mais inteligentes e informados. A rede é a arma dos fracos, de quem nunca teve voz. Nela, todos têm o mesmo poder comunicativo e a informação não é retida por um expert. Isso não têm antecedentes na história. Para ele, a internet inaugura um novo nível de democracia, que deixa de ser opinativa e passa a ser colaborativa.

É verdade que a rede tem esse poder magnífico de encurtar distâncias e pôr as pessoas em grupos de debate e troca de informação. Gente de todos os níveis culturais e lugares se unem e, rapidamente, sabem o que acontece no mundo. Com isso, podem decidir vestir uma camisa ou propor mudanças. Mas, para que as transformações cheguem à vida real, elas precisam ter a ver com a minha realidade e me dizer alguma coisa. Mudanças locais são o que de melhor a internet pode fazer. A rede permite conexão com outras experiências globais que podem ser adaptadas à nossa realidade. Se tivermos de esperar que uma assinatura ou uma marcha virem uma ação, vai levar mais tempo. O ativismo virtual funciona, dependendo da causa, de quem está envolvido e de quão simples é a proposta de transformação. E, principalmente, de quanto se leva ela a sério, para além de só curtir.”



Click solidário

_Quem pode? Todo internauta.
_Onde? Em lugares como www.cancerdemama.com.br, onde você ajuda mulheres
a combater o câncer. Em www.cliquealimentos.com.br, você dá 1 quilo de alimento
à cidade que escolher, e no encurtador de links virou.gr, você doa comida à Cruz
Vermelha. Ao brincar no endereço www.construindoinfancia.com.br, você doa a uma
ONG que ajuda crianças e famílias carentes. Com o www.clickarvore.com.br, a ajuda
vai para o reflorestamento da mata Atlântica, e no www.cliquesemiarido.org.br, você
manda água para o sertão nordestino.
_Funciona? Parece que sim. Mas há quem diga que isso é mais assistencialismo
que ativismo. Encher a página de cliques quase nunca significa aumentar a quantidade
doada. Normalmente, as metas de doação são fixadas antes dos cliques.

Curtir e eu vou
_Quem pode? Todos que participam de redes sociais como Facebook, Orkut ou Twitter.
Mas prepare-se para pintar a cara, tomar chuva e caminhar na rua.
_Onde? Sua cidade deve ter movimentos estudantis, de trabalhadores e militantes que
promovem manifestações. Procure por temas com os quais você se identifica no Google
e no Facebook, ou siga pessoas relacionadas a essas ideias no Twitter.
_Funciona? Isoladamente, não. Mas, em coro, esses manifestos já conseguiram divulgar
o preconceito da deputada estadual Myrian Rios, eliminar as peles de animais das lojas
Arezzo e movimentar multidões contra os regimes autoritários no Oriente Médio. Espalhar
informações é uma forma de ativismo. O que não dá é para confirmar presença de mentira
em eventos. O número irreal frustra os participantes de verdade.

Abaixo-assinado
_Quem pode? Qualquer um cria
ou assina as opções da internet.
_Onde? Sites como o avaaz.org oferecem muitas causas, que pedem desde o fim
da guerra no Sudão até o impedimento da usina hidrelétrica de Belomonte. No sites
peticaopublica.com.br e abaixoassinado.org, qualquer um pode criar, divulgar e controlar uma
lista. A responsabilidade é de quem propõe o documento.
_Funciona? Às vezes. A mudança do sentido ou nome de uma rua já deu certo, e, em São Paulo,
uma delegacia contra maus tratos a animais foi oficializada por um abaixo-assinado, site e cause
no Facebook. Mas, para que uma ideia vire projeto de lei de iniciativa popular, é preciso que 1%
dos eleitores assine fisicamente uma petição e reconheça firma em cartório eleitoral. Assinar
documentos é fácil, mas, para haver mudanças, é preciso acompanhar todo o processo.


segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

DEUS SEGUNDO SPINOZA

Para reflexão. Interessante visão do filósofo Baruch Spinoza (1632 - 1677)

DEUS SEGUNDO SPINOZA
( Deus falando com você )

Pára de ficar rezando e batendo o peito! O que eu quero que faças é
que saias pelo mundo e desfrutes de tua vida.
Eu quero que gozes, cantes, te divirtas e que desfrutes de tudo o que
Eu fiz para ti.
Pára de ir a esses templos lúgubres, obscuros e frios que tu mesmo
construíste e que acreditas ser a minha casa.
Minha casa está nas montanhas, nos bosques, nos rios, nos lagos, nas
praias. Aí é onde Eu vivo e aí expresso meu amor por ti.
Pára de me culpar da tua vida miserável: Eu nunca te disse que há algo
mau em ti ou que eras um pecador, ou que tua sexualidade
fosse algo mau.
O sexo é um presente que Eu te dei e com o qual podes expressar teu
amor, teu êxtase, tua alegria. Assim, não me culpes por tudo
o que te fizeram crer.
Pára de ficar lendo supostas escrituras sagradas que nada têm a ver
comigo. Se não podes me ler num amanhecer, numa paisagem,
no olhar de teus amigos, nos olhos de teu filhinho... Não me
encontrarás em nenhum livro!
Confia em mim e deixa de me pedir. Tu vais me dizer como fazer meu trabalho?
Pára de ter tanto medo de mim. Eu não te julgo, nem te critico, nem me
irrito, nem te incomodo, nem te castigo. Eu sou puro amor.
Pára de me pedir perdão. Não há nada a perdoar. Se Eu te fiz... Eu te
enchi de paixões, de limitações, de prazeres, de sentimentos,
de necessidades, de incoerências, de livre-arbítrio. Como posso te
culpar se respondes a algo que eu pus em ti?
Como posso te castigar por seres como és, se Eu sou quem te fez? Crês
que eu poderia criar um lugar para queimar
a todos meus filhos que não se comportem bem, pelo resto da
eternidade? Que tipo de Deus pode fazer isso?
Esquece qualquer tipo de mandamento, qualquer tipo de lei; essas são
artimanhas para te manipular, para te controlar,
que só geram culpa em ti.
Respeita teu próximo e não faças o que não queiras para ti. A única
coisa que te peço é que prestes atenção a tua vida,
que teu estado de alerta seja teu guia.
Esta vida não é uma prova, nem um degrau, nem um passo no caminho, nem
um ensaio, nem um prelúdio para o paraíso.
Esta vida é o único que há aqui e agora, e o único que precisas.
Eu te fiz absolutamente livre. Não há prêmios nem castigos. Não há
pecados nem virtudes. Ninguém leva um placar.
Ninguém leva um registro.
Tu és absolutamente livre para fazer da tua vida um céu ou um inferno.
Não te poderia dizer se há algo depois desta vida, mas posso te dar um
conselho. Vive como se não o houvesse.
Como se esta fosse tua única oportunidade de aproveitar, de amar, de
existir. Assim, se não há nada,
terás aproveitado da oportunidade que te dei.
E se houver, tem certeza que Eu não vou te perguntar se foste
comportado ou não. Eu vou te perguntar se tu gostaste,
se te divertiste... Do que mais gostaste? O que aprendeste?
Pára de crer em mim - crer é supor, adivinhar, imaginar. Eu não quero
que acredites em mim. Quero que me sintas em ti.
Quero que me sintas em ti quando beijas tua amada, quando agasalhas
tua filhinha, quando acaricias
teu cachorro, quando tomas banho no mar.
Pára de louvar-me! Que tipo de Deus ególatra tu acreditas que Eu seja?
Me aborrece que me louvem. Me cansa que agradeçam.
Tu te sentes grato? Demonstra-o cuidando de ti, de tua saúde, de tuas
relações, do mundo.
Te sentes olhado, surpreendido?... Expressa tua alegria! Esse é o
jeito de me louvar.
Pára de complicar as coisas e de repetir como papagaio o que te
ensinaram sobre mim. A única certeza é que tu estás aqui,
que estás vivo, e que este mundo está cheio de maravilhas. Para que
precisas de mais milagres?
Para que tantas explicações?
Não me procures fora! Não me acharás. Procura-me dentro... aí é que
estou, batendo em ti.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

A geração preocupada com o meio ambiente

Na fila do supermercado, o caixa diz uma senhora idosa:

- A senhora deveria trazer suas próprias sacolas para as compras, uma vez que sacos de plástico não são amigáveis ao meio ambiente.

A senhora pediu desculpas e disse:

- Não havia essa onda verde no meu tempo.

O empregado respondeu:

- Esse é exatamente o nosso problema hoje, minha senhora. Sua geração não se preocupou o suficiente com nosso meio ambiente.

- Você está certo - responde a velha senhora - nossa geração não se preocupou adequadamente com o meio ambiente. Naquela época, as garrafas de leite, garrafas de refrigerante e cerveja eram devolvidos à loja. A loja mandava de volta para a fábrica, onde eram lavadas e esterilizadas antes de cada reuso, e eles, os fabricantes de bebidas, usavam as garrafas, umas tantas outras vezes.

Realmente não nos preocupamos com o meio ambiente no nosso tempo.Subíamos as escadas, porque não havia escadas rolantes nas lojas e nos escritórios. Caminhamos até o comércio, ao invés de usar o nosso carro de 300 cavalos de potência a cada vez que precisamos ir a dois quarteirões.

Mas você está certo. Nós não nos preocupávamos com o meio ambiente. Até então, as fraldas de bebês eram lavadas, porque não havia fraldas descartáveis. Roupas secas: a secagem era feita por nós mesmos, não nestas máquinas bamboleantes de 220 volts. A energia solar e eólica é que realmente secavam nossas roupas. Os meninos pequenos usavam as roupas que tinham sido de seus irmãos mais velhos, e não roupas sempre novas.

Mas é verdade: não havia preocupação com o meio ambiente, naqueles dias. Naquela época só tínhamos somente uma TV ou rádio em casa, e não uma TV em cada quarto. E a TV tinha uma tela do tamanho de um lenço, não um telão do tamanho de um estádio; que depois será descartado como?

Na cozinha, tínhamos que bater tudo com as mãos porque não havia máquinas elétricas, que fazem tudo por nós. Quando embalávamos algo um pouco frágil para o correio, usamos jornal amassado para protegê-lo, não plastico bolha ou pellets de plástico que duram cinco séculos para começar a degradar. Naqueles tempos não se usava um motor a gasolina apenas para cortar a grama, era utilizado um cortador de grama que exigia músculos. O exercício era extraordinário, e não precisava ir a uma academia e usar esteiras que também funcionam a eletricidade.

Mas você tem razão: não havia naquela época preocupação com o meio ambiente. Bebíamos diretamente da fonte, quando estávamos com sede, em vez de usar copos plásticos e garrafas pet que agora lotam os oceanos.Canetas: recarregávamos com tinta umas tantas vezes ao invés de comprar uma outra. Abandonamos as navalhas, ao invés de jogar fora todos os aparelhos 'descartáveis' e poluentes só porque a lámina ficou sem corte.

Na verdade, tivemos uma onda verde naquela época. Naqueles dias, as pessoas tomavam o bonde ou ônibus e os meninos iam em suas bicicletas ou a pé para a escola, ao invés de usar a mãe como um serviço de táxi 24 horas. Tínhamos só uma tomada em cada quarto, e não um quadro de tomadas em cada parede para alimentar uma dúzia de aparelhos. E nós não precisávamos de um GPS para receber sinais de satélites a milhas de distância no espaço, só para encontrar a pizzaria mais próxima.

Então, não é risível que a atual geração fale tanto em meio ambiente, mas não quer abrir mão de nada e não pensa em viver um pouco como na minha época?

quarta-feira, 11 de maio de 2011

"Acostumar-se"


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Aposto que você não aguentou ler linha por linha deste "texto" e correu aqui pra baixo pra saber que raio de mensagem é esta...
Pois foi o que eu tive vontade de fazer na madrugada do último domingo, quando dormia num residencial fechado em Rio Claro! Tive vontade de pular logo estas linhas, mas infelizmente não há como fazê-lo.
Então fiquei escutando esta "melodia" a madrugada toda, sempre igual: um cachorro menor dava quatro latidos (depois de um tempo a gente começa a contar os latidos, quase que participando da "serenata") e o outro, mais rouco, respondia AU-AU! Sem parar um segundo! E isso ocorreu por HORAS! E eu imaginando como pode um cachorro latir sem parar e não passar mal! E imaginando também como os donos podem dormir num barulho daqueles...

Mas - como dizem - acostuma-se!

E assim os donos de cães não escutam mais os latidos dos SEUS cães e os pais/avós não escutam mais os gritos de SEUS filhos/netos... (porque dos outros a gente sempre escuta, né? rsrsrs)

Como é difícil ser uma pessoa sem cachorro e sem filhos... É bem mais difícil acostumar-se com certas coisas... e tornamo-nos chatos, anti-sociais! Fazer o quê, né?

Abraço a todos que acompanham o Blog!

segunda-feira, 11 de abril de 2011

AMIZADES E RELACIONAMENTOS

1. Sagradas as amizades. E o que é necessário para que duas pessoas sejam amigas? Algumas afinidades, uma ética rigorosa no comportamento, uma lealdade inquestionável. E, o mais importante, aquela coisa que não se define, nem na amizade nem no amor, que não se sabe por que acontece: o gostar. Mas lembre-se de que com os amigos deve-se fazer como fazem os bancos: recadastrar periodicamente. As pessoas mudam, frequentemente para pior.

2. Às vezes a vida separa as pessoas. Marido novo, interesses novos, acontece. Se sua amiga, que vivia em discotecas, vira zen, mesmo que a amizade permaneça, o assunto acaba, claro. Mesmo que você fique triste, procure entender. O gostar não inclui necessariamente a convivência. Se vocês sse gostam mesmo, podem um dia se reencontrar e ficar tudo como era antes, sem cobranças do tempo em que não se viram nem se procuraram. É tão bom amizade assim.

3. Adoro a história de alguém que, quando perguntada sobre quem era sua melhor amiga, respondeu: “Depende. Para falar de moda, Susana. De receitas, Joana. De doenças, empregadas, Marina. Para viajar, Regina. De problema de filho, Odete. De namorado, Ana. De dieta, Marcia.”

4. Não economize elogios. Se você acha uma pessoa bonita, um prato saboroso, uma casa aconchegante, diga, diga, diga. Dê prazer aos outros.

5. Todos nós temos um amigo sem o menor caráter, que tem a língua solta, é indiscreto e fala mal de todo mundo. É uma delícia ter um amigo assim, mas sem ilusões: assim que você virar as costas, ele vai fazer com você a mesma coisa que faz com os outros, isto é, ser indiscreto e falar mal.

6. Não é a qualquer pessoa que se pode pedir alguma coisa emprestada. Há pessoas que não gostam, e essas pessoas geralmente nunca pedem nada.

7. Antes de emprestar, avise que você empresta numa boa, mas tem o péssimo hábito de querer de volta.

8. Tratar uma pessoa mais velha por “você” é uma coisa que, contrariando todas as regras, costuma alegrar muito o coração de um idoso.

9. Quando você chega a uma casa, bar ou restaurante e encontra um grupo já instalado, não é preciso estender a mão ou beijar cada um. Dê um alô geral e tudo bem. (Ahhh, tá... avisem os meus parentes!)

10. Se a sua babá te convidou para ser madrinha de casamento, nada de ir simplesinha, com medo de chocar. Vá superelegante, foi pra isso que ela te chamou. E não se esqueça de mandar o presente mais caro dos eletrodomésticos. Foi pra isso também que ela te convidou.

(trechos do livro "Na sala com Danuza 2" - Danuza Leão)

quinta-feira, 24 de março de 2011

NÃO ACREDITE EM TUDO O QUE LÊ!

Já escrevi sobre isso há algum tempo, mas vou voltar ao assunto...

Na minha opinião, blogs servem para isso: falar sobre nossas coisas, nossas opiniões, nossas idéias e desabafar um pouco. NO meu caso, geralmente é pra mostrar minha opinião (muitas vezes, indignação); o que me faz parecer chata, amarga, sei lá! Mas... uso o blog pra isso mesmo: pra dizer coisas que não dá pra dizer cara-a-cara! Coisas que penso e preciso "desembuchar".

Pois bem.
O que tem me chateado ultimamente é o fato de verificar que as pessoas, na ânsia (com "S", viu?) de "ajudar" alguém, repassam e-mails sem fundamento e - o pior - sem esconder o endereço de e-mail de seus amigos...

Acho-me no direito de falar sobre isso porque tenho visto meu e-mail circulando por aí e isso não me agrada...

Vou explicar melhor (tem gente que ainda não sabe).
Quando você envia um e-mail aos seus amigos geralmente clica no campo "Para" e digita os e-mails de seus amigos, certo? Fazendo dessa forma, todos aqueles amigos receberão aquela mensagem e verão também o e-mail de todos os seus amigos que receberam aquela mensagem também. Isso não seria nenhum problema... PORÉM, se estes seus amigos todos reenviarem (repassarem) aquela mensagem a outros amigos (que repassarão para outros e para outros e para outros), sem ter o cuidado de apagar o cabeçalho com todos os endereços anteriores, seu endereço de e-mail pode chegar até a outros países...

E aí você pode estar pensando: "E daí?"
Daí que os seus amigos são ótimos, mas você conhece os amigos dos seus amigos? Sabe se não estão loucos para conhecer novos e-mails para mandar aquelas tranqueiras que você recebe todos os dias (os famosos "spams")?

E é por esse motivo que circulam com tanta frequência aqueles e-mails de crianças desaparecidas, de cães de raça para doação, de crianças com doenças horríveis... Coisas que te deixam sensibilizado(a) e que farão com que você repasse aquela mensagem sem nem pestanejar.
Muitos casos podem até ser reais, mas você confirma antes de encaminhar ?

99% dos e-mails que recebo deste tipo não tem data (podem estar circulando há anos!), ou estão com número de telefone que não existe!
Este tipo de e-mail só serve para uma coisa: "caçar" e-mails para envio de propaganda, pornografia, vírus...

Sendo assim, faço um apelo:

Quando receber uma mensagem dessa, tome alguns cuidados!

1) Verifique se há indicação de data (não seria um caso muito antigo, já resolvido?)

2) Pegue uma frase marcante da mensagem recebida e coloque no Google. Exemplo: "salário-presidiário 810" (aquela mensagem que circula por aí dizendo que um preso recebe R$ 810,00 POR FILHO...). Assim que o Google efetuar a pesquisa você verá que trata-se de uma farsa (mais uma da internet) e que o benefício existe mas não da forma como está no e-mail.
Se quer protestar, proteste por algo que existe!

3) Cheque se os telefones indicados na mensagem estão ativos (não precisa ficar com medo da conta telefônica... provavelmente você ouvirá a mensagem "Este número de telefone não existe"). Ou, se não quiser ligar, não encaminhe o e-mail! Na dúvida, não repasse!

4) Tente encaminhar o e-mail "limpinho"...
Assim que vc clicar em "encaminhar", a mensagem pode ser modificada; ou seja: apague o cabeçalho da pessoa que te enviou o e-mail ! Encaminhe exatamente o que interessa: a mensagem e eventual foto. Nada mais.

5) Quando for enviar e-mails, não clique no campo "Para" e sim em "Enviar Cco". Isso significa que os seus amigos não terão como ler pra quem você também enviou aquela mensagem.

6) E o mais importante: não encaminhe apenas por encaminhar! Se você quer realmente ajudar, faça a sua parte enviando fatos verídicos! Ligue! Confirme! Pesquise! O simples fato de "Repassar" não ajuda em nada! Aliás, outra farsa da internet: a Aol, ou qualquer outra empresa NÃO paga a qualquer usuário pelo envio de e-mails, OK?

Vamos utilizar a internet com responsabilidade!
Não acredite em tudo o que lê!
Seus amigos agradecem!

Abração a todos que acompanham o Blog!





terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Verdades que ninguém gosta de ouvir...

1- Pessoas que ridicularizam quem tem pouco geralmente têm mais do que merecem.

2- Cuidado ao criticar políticos e outras pessoas desonestas. Será que você não faria o mesmo se tivesse a mesma chance?

3- Repassar uma informação (qualquer que seja) sem antes checar a veracidade, é falta de bom senso! Mesmo que tenha a intenção de ajudar... Não é porque você viu na internet que há uma menininha desaparecida que você tem a autorização de repassar meu endereço de e-mail por aí...

4- Motoqueiros não arrancam retrovisores de quem deixa passagem para eles...

5- Se você não ensinar desde bebê quem manda na casa, seu filho mandará em você pelo resto da vida.

6- Não adianta ficar criticando a pobreza, a molecada das ruas se você não faz nada para que isso mude. (E acredite: você tem muito a fazer!)

7- Excesso de religiosidade é sinal de que alguma coisa vai mal. (Com raríssimas exceções)

8- As pessoas que abdicam da paternidade/maternidade têm mais tempo para pensar nos outros. Pessoas que têm filhos passam o resto da vida a pensar somente neles.

9- Aprendi com minha mãe que qualquer coisa em exagero não presta. E a cada dia vejo que ela tem razão.

10- Pessoas boazinhas e que não reclamam das coisas não têm Blogs! (rsrsrsrs)

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