sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Falsidade faz parte!

O texto abaixo foi retirado de uma comunidade de Orkut com o título "Falsidade faz parte", cuja dona é Marina Teixeira (o texto provavelmente é dela):

"É engraçado como as pessoas têm medo de dizer que são falsas e tomam isso como ofensa. Acontece que aquelas que assumem que são falsas são, de fato, as mais verdadeiras.

Ao assumir a falsidade, NÃO a estamos tomando como um estilo de vida, e sim admitindo que ela existe e que é necessária, às vezes. E mais, existe uma enorme diferença entre ser mau e ser falso. Nem todas as mentiras são utilizadas com intuito de prejudicar o outro.

Interessante é que se eu sou falsa e digo que sou falsa, isso pode ser uma falsidade.

Chega desse blá blá blá de encher a boca pra dizer "eu odeio falsidade". O que mais vejo por aí hoje em dia é gente que prega esse tipo de filosofia e não a pratica de fato. "

O QUE EU ACHO:
Sempre achei interessante que as pessoas colocam no seu perfil de Orkut que "odeiam falsidade", "não suportam falsidade" etc. Mas o que é ser falso?

Admita: 1) quando você vê um bebê, SEMPRE diz - pra quem estiver com ele - que é o bebezinho mais lindo e mais fofo, não é? (mesmo que às vezes o bebezinho não seja tão lindo assim...rsrsrs)
2) quando você encontra sua amiga que acabou de "detonar" o cabelo depois de uma escova progressiva mal feita, você diz pra ela "Nossa! Quem acabou com o seu cabelo?" ou finge que ficou ótimo? Ou não fala nada, mas pensa que nunca irá fazer qualquer coisa naquele salão?
3) Quando você encontra aquele seu amigo com um baita mau-hálito, você diz pra ele "Nossa, que bafo de gambá!!" ???
4) Quando você ouve alguém falar mal de outra pessoa, sabendo que quem está falando faz pior do que a vítima da ofensa, você fala "Olha quem está falando..." ???
5) Quando você encontra alguém que não tolera muito, é franco/a o suficiente pra dizer: "Você é um porre, hein?" ??
6) Vai me dizer que todo recadinho de "Parabéns" que você manda no Orkut é sincero, de coração???
7) Vai me dizer que os agradecimentos pelos presentes que você detestou foram verdadeiros?

Seja lá qual for a sua resposta a essas perguntas, de uma coisa eu tenho certeza: se você não é "falso", provavelmente é considerado um "chato"!!!! Porque se você diz tudo o que você realmente pensa, as pessoas devem fugir de você!!!! rsrsrsrs

Então, da próxima vez que for levantar a bandeira da "Não-falsidade", pense bem!
Ninguém consegue ser verdadeiro o tempo todo...
E há certas "falsidades" que são vitais pra convivência social! Pense nisso!

"Falsidade": se for para o bem, que mal tem?

Bom Carnaval pra todo mundo!




terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Socorro! Sou funcionária pública!!!


Acho que a foto ilustra bem o porquê do meu sumiço neste Blog.

De qualquer forma, pra quem não acredita que funcionário público trabalha, aí está a foto que demonstra tudo: São mais de 230 mandados, e alguns já estão com o prazo - de 30 dias - pra vencer!
Levando-se em conta que alguns mandados têm mais de um endereço, são mais de 250 "diligências"... Será que darei conta do recado???

Beijão pra todo mundo!!!


quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

O BRASIL TEM JEITO OU TEM "JEITINHO"?

Em primeiro lugar, quero desejar um feliz 2010 a todas as pessoas que acompanham este blog!!!

Demorei pra postar porque o final e o início de cada ano são capazes de nos enlouquecer... é tanta correria e tanto imposto (I.R., I.P.T.U, I.P.V.A.), que quando nos damos conta já estamos quse em fevereiro!

Mas vamos ao que interessa: achei o texto interessante e publico-o para análise de meus amigos:

Ser humano é egoísta e “jeitinho” não é só brasileiro, diz jurista

Entrevista com Ruben de Azevedo Quaresma, jurista e fiscal de rendas

Publicado em 01/09/2008

O ser humano é egoísta e avança sobre o direito dos seus semelhante para satisfazer suas necessidades. A frase forte é de Ruben de Azevedo Quaresma, fiscal de rendas no Rio de Janeiro e autor do livro Ética, Direito e Cidadania – Brasil sociopolítico e jurídico atual (Juruá Editora). A obra foi lançada em Curitiba no último dia 27, na loja das Livrarias Curitiba no Shopping Estação.

O jurista escreveu o livro durante o mestrado em Direito Tributário, instigando o debate sobre temas em discussão nacional, como corrupção, o jeitinho brasileiro e o papel de instituições, como família e igreja, na formação do cidadão.

O Brasil tem jeito ou o Brasil tem jeitinho?

Ouço muito falar do jeitinho, principalmente depois que o Gerson (jogador de futebol tricampeão pelo Brasil na Copa de 70) disse que o brasileiro gosta de levar vantagem em tudo, por isso deveria escolher o cigarro que ele indicava. O meu livro aborda esta situação, o jeitinho brasileiro, que não é bem um jeitinho do nosso povo, mas do ser humano. Mas o Brasil tem jeito sim. Existem instituições de muito respeito, como as Forças Armadas, a família, as igrejas – católica e evangélicas – e a Maçonaria, que ensinam os princípios de ética, direito e cidadania. Mas o importante é que a ética, o direito e a cidadania comecem dentro de cada um. A coletividade, a sociedade, o Brasil, tudo isso é a soma de cada parceiro social – cidadão. Então, a sociedade nunca é melhor que o cidadão. O todo nunca é melhor que a parte, ele é a composição da parte. Por isso a sociedade precisa continuar repudiando atitudes condenáveis, como o uso de cartões corporativos mal-empregados, o mensalão, a violência. É muito importante que a sociedade esteja atenta a isso. Não adianta condenar os outros – os políticos, maus juízes, maus fiscais, maus policiais – se cada um não procurar corrigir a si próprio. A ética começa dentro de nós.

Por que as pessoas costumam cobrar ética dos outros, e para si só buscam direito e cidadania?

Porque, em princípio, o ser humano é egoísta. Para satisfazer as suas necessidades, ambições e paixões, ele avança no direito dos demais. É preciso que as pessoas que são boas e que têm ética, direito e cidadania não se acovardem. Ninguém pode ter vergonha de ser honesto. É preciso mostrar e comentar a honestidade.

O que o senhor considera mais grave: sonegar impostos, estacionar o carro na vaga de um deficiente físico, cobrar juros abusivos ou assaltar um banco?

Para mim, todos os crimes são condenáveis. As penas variam de acordo com o conceito que o legislador teve da forma de criminalidade, e como a situação é criminalizada perante a lei. Mas todo crime e toda infração precisam ser combatidos. Tudo que está contra lei deve ser condenado e deve ser combatido. No entanto, o mais importante é o cidadão ter a sua ética, direito e cidadania, e defender esses princípios, continuando a executá-los e cobrando dos demais. Não sou favorável a uma caça às bruxas, mas a um sistema educacional bem colocado, bem posicionado, para que todas as pessoas possam ouvir aquilo que já ouviram quando crianças, e possam colocar em prática a ética, o direito e a cidadania. São princípios fundamentais para se ter uma sociedade civilizada.

A prática do nepotismo no serviço público (empregar parentes) é algo condenável no campo da ética?

Sim. Cada governante procura ter ao seu lado pessoas de confiança, para que ela possa executar bem as funções que lhe são atribuídas pelo eleitor. Mas considero que o governante não deve escolher para os cargos de confiança somente os familiares. Pelo contrário, ele deve evitar contratar parentes para que a população não sinta que o governo está fazendo do patrimônio público, patrimônio particular. Mas é preciso respeitar a presença de pessoas de confiança no governo.

Qual é a nota que o senhor atribui à ética dos políticos brasileiros?

Eles merecem a nota mínima possível. Por exemplo, se for quatro, eles estão abaixo disto, porque os governos não estão cumprindo as suas obrigações. Hoje a mídia e a internet estão divulgando mais os problemas governamentais, mostrando que há muita coisa a ser consertada.

O cidadão deve tomar que tipo de cuidado na eleição que se aproxima?

Vale a pena votar numa pessoa simpática, bonita, homem ou mulher, que saiba falar bonito? Ou então que coloque as crianças no colo, abrace as pessoas na rua, cumprimente todo mundo. Ou aquele candidato que distribua dentaduras, muletas, cadeira de rodas, e não se saiba a origem do dinheiro que ele está gastando? Parece que não. E depois, o que o candidato vai fazer? Possivelmente será proprietário do seu cargo, sem nenhum compromisso com o eleitor e a população. Então, é preciso votar nos honestos, com capacidade administrativa, para se ter nos quatro anos o governo que a gente quer. Além disso, é preciso cobrar do governo, porque se deixar do jeito que eles querem, a situação vai ficar como está.

Como o senhor avalia a Justiça brasileira?

Ela precisa cumprir algo que está na Constituição: celeridade e seriedade. Há processos que demoram anos. Há seis meses li no jornal sobre a decisão de um processo que tinha 94 anos – estava na terceira geração. Isto não pode acontecer. Sejam os crimes do colarinho-branco, os processos contra os político com ficha suja, tudo deve ser julgado com celeridade. Se existe a necessidade de ter mais juízes, é preciso tê-los. O que não pode é demorar para julgar processos – anos e anos. Muitas vezes, um crime de repercussão (caso Isabella) precisa ser julgado rapidamente, porque a sociedade precisa saber que as instituições estão funcionando neste país.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

A moral e as circunstâncias - Parte 2

O título pode parecer estranho, mas considero este texto como parte de uma outra postagem, de vários meses atrás, com o título " A moral e as circunstâncias" (texto de Danuza Leão, é claro).

Portanto, quem não o leu e quer saber do que se trata, é só dar uma espiadinha em postagens anteriores.

Mas esta parte 2 não é baseada em texto da Danuza, mas em pensamentos meus mesmo. Seria um complemento à idéia de Danuza.

O assunto do momento é a "Operação Caixa de Pandora", onde o presidente da Câmara Legislativa do DF é flagrado guardando propina nos bolsos e em suas meias... E não só o presidente, como vários outros deputados.

O Fantástico mostrou diversos vídeos, feitos por um deputado que está envolvido em outros escândalos e a sociedade pode constatar quanto dinheiro é "distribuído" a pessoas que lá estão para representar o povo...

É claro que nossa primeira reação é a de revolta, de indignação. Mas você já chegou a se perguntar se não teria feito o mesmo?

Quero deixar BEM CLARO que sou totalmente contra esta idéia, que não quero defender ninguém e muito menos incitar, sugerir qualquer coisa... mas penso que é muito fácil criticar quando não se está lá!

E, como disse a Danuza em seu texto, nossa moral vai sempre depender das circunstâncias...

Você pode achar horrível e se indignar com quem entra à sua frente no trânsito, mas vive "atrapalhando" a saída das pessoas no elevador, no metrô, sem ao menos se dar conta de que faz a mesma coisa daquele que te fechou no trânsito!

Você acha uma absurdo que algumas famílias "sem necessidade" recebam o Bolsa-Família do governo Federal, mas colocou seu nome na listagem de Cestas Básicas da sua igreja (afinal, "todo mundo faz isso...).

Você acha o cúmulo ter que pagar um salário mínimo pra que sua ex-mulher cuide do seu filho, mas também não quer assumir a guarda da criança pois sabe dos gastos que ela dá.

Você critica os políticos em geral pelas propinas, mas se estivesse lá, pensaria: "De que adianta EU ser honesto/a? Todos vão receber! E se eu não pegar, alguém vai ficar com a minha parte!"

Pois é assim mesmo a lógica atual... "Vou pegar, porque senão outro pega"!

E essa "moral" também pode ser observada no comportamento das pessoas no trânsito. O egoísmo das pessoas é tão grande que, ao observar que há pessoas querendo entrar (num cruzamento), aceleram seus carros para que a outra não consiga entrar!

E isso se repete em ultrapassagens (a pessoa vê que você está querendo retornar à pista da direita, mas acelera o carro).

Outro dia fui ao laboratório pra buscar o resultado de uns exames. Era sábado e o Fábio estava ao volante. Ele "embicou" o carro no estacionamento do laboratório e eu entrei, à pé, para pegar o resultado. Foi uma coisa muito rápida (nem 5 minutos) e quando voltei, ele ainda estava com o carro na calçada, no mesmo lugar. (Aos sábados há muuuuita gente fazendo exames, e o estacionamento estava lotadíssimo). Havia apenas UM carro atrás de nós, que também queria entrar no estacionamento. Quando me dirigia ao motorista do carro de trás para pedir que ele desse espaço para que saíssemos por ali mesmo, ele já começou a berrar e gesticular: "NÃO VOU DAR RÉ! NÃO VOU!".

Me espantei com a atitude daquele "ser humano"; afinal, bastaria que ele desse ré e sairíamos sem o menor embaraço. Indignada, mas de certa forma com medo, apenas repliquei: "Não precisa ficar nervoso; só te pedi um favor, e com educação." E ele não saiu mesmo.

Ficamos "presos" no estacionamento por uns 10 minutos ainda, com o resultado já nas mãos. Precisamos aguardar que todos se "ajeitassem" no local para, enfim, conseguirmos sair pelo outro portão. Apenas "passeamos" pelo estacionamento. Tudo por causa da intolerância daquele ser humano.

Confesso que também já fiz essas coisas - e me custou bem caro. Meses atrás, ao querer impedir a passagem de um carro que me ultrapassava pela direita, dando uma de espertinho, (eu estava na faixa do meio), acabei por colidir com outro carro, que não tinha nada a ver com a história. Por sorte, nada aconteceu com o carro da frente, mas o meu prejuízo foi bem ruim... além da vergonha - é claro - afinal o cara que me causou aquilo tudo foi embora e eu fiquei com o prejuízo! Por pura intolerância!

Mas fica aqui uma lição: antes de falar dos outros, tente observar as suas atitudes!
Observe se você também não agiria da mesma forma...
A mudança de tudo começa dentro de nós!
Pense nisso!
Boa semana a todos.







quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Dia Universal do Doador Voluntário de Sangue


25 de novembro: Dia Universal do Doador Voluntário de Sangue

A gente já se acostumou a fazer muitas coisas pelo Planeta e pelo futuro: economizar água e energia, cuidar do meio ambiente, jogar o lixo no lugar certo, não desmatar. Precisamos vera doação de sangue como uma atitude simples e que deve ser tomada por todos. Uma atitude pelas pessoas. Porque a cada vez que você doa sangue, ajuda a salvar até 4 vidas! E doar sangue é fácil, não dói, é rápido e não afeta sua saúde.

Uma pessoa adulta tem, em média, 5 litros de sangue e, em uma doação são coletados, em média, 450 ml. É pouco pra você e muito para quem precisa!

Condições básicas para doar sangue:

- Sentir-se bem, com saúde.
- Apresentar um documento com foto, emitido por órgão oficial e válido em todo o território nacional.
- Ter entre 18 e 65 anos de idade.
- Ter mais de 50 Kg.

Recomendações para o dia da doação:

- Nunca doe sangue em jejum.
- Faça um repouso mínimo de 6h na noite anterior à doação.
- Não ingerir bebidas alcoólicas nas 12 h anteriores.
- Evite fumar por pelo menos 2h antes da doação.
- Evite alimentos gordurosos.

Quem não pode doar?

- Quem teve diagnóstico de hepatite após os 10 anos de idade.
- Mulheres grávidas ou que estejam amamentando.
- Pessoas expostas a doenças transmissíveis pelo sangue, como AIDS, hepatite, sífilis e doença de Chagas.
- Quem teve contato sexual com múltiplos parceiros nos últimos 12 meses.

DOE SANGUE E CONVIDE MAIS ALGUÉM PARA DOAR!!!
Que tal fazer isso hoje mesmo?
Tem muita gente precisando!
E se você só doa sangue para pessoas conhecidas, saiba que tem muita gente hospitalizada querendo te conhecer...
Eu já fiz a minha (não levou nem 20 minutos). E já agendei a próxima doação para abril de 2010.
Agora estão esperando por você!
Reflita. Se não for hoje, que seja amanhã...
AJUDAR TÁ NO SANGUE.

Para maiores informações, acesse o site da Colsan (Associação Beneficente de Coleta de sangue)

www.colsan.org.br

Tel: (11) 5055 6588

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

A moça da minissaia: de vilã a mártir


Só se fala nisso atualmente.

Se quiser saber sobre o assunto (acho impossível que alguém ainda não saiba), é só acessar o Google... são 52.900 resultados para a expressão "Geysa Arruda"! Aliás, não dá pra saber o nome correto da moça e nem dá pra acreditar em tudo o que se lê: no Orkut há vários perfis da moça e com diversas grafias: Geysa, Geysi, Geyse... e por aí vai.


Resolvi escrever sobre o assunto por sugestão da minha prima, mas confesso que dá até medo ... rsrsrs

Afinal, a moça, antes "massacrada", vilã, "sem-vergonha" virou mártir em questão de dias!

Hoje é a "coitada", a injustiçada... e não lhe falta apoio. Como era de se esperar, virou celebridade instantânea.


São inúmeras as comunidades criadas no Orkut em sua defesa. Algumas pessoas, inclusive, escreveram em seus próprios perfis de Orkut, verdadeiras teses sobre a defesa das mulheres, o direito de ir e vir etc.


Quanto ao que ocorreu com os alunos naquela faculdade, é fácil entender: trata-se do que chamo de "poder da massa". Provavelmente uma ou duas meninas sentiram-se provocadas pela moça (que, segundo dizem, estava desfilando e posando pra fotos com a saia propositalmente levantada, e adorando...). Essas meninas tinham amigas e essas amigas tinham outros amigos... e começou a confusão! Inclusive muita gente que estava no meio da "massa" confessou que gritava porque os outros estavam gritando!


Já reparou como o "poder da massa" se forma? Repare num grupo de adolescentes mais exaltados numa noite de balada, pelas ruas... Eles riem de tudo, gritam, falam alto, provocam... Mas se vc isolar qualquer um deles, este seguirá quietinho o seu caminho... Porque gritar junto com os outros é uma coisa, mas gritar sozinho é muita responsabilidade!

É como se a pessoa, dentro do grupo, ganhasse uma nova identidade; é como ficar invisível; é ser apenas um membro de outra personalidade (o grupo todo seria um ser único, e a pessoa é apenas um membro daquele novo corpo...)


Assim, o aglomerado de gente que se formou ao redor da moça tinha de tudo um pouco: pessoas que realmente se rebelaram, pessoas que estavam gostando, e muitos que estavam ali sem nem saber direito o por quê! Apenas "entraram no embalo".


Quanto à atitude da moça, não sei o que pensar. Concordo que temos o direito de nos vestirmos como bem quisermos, mas confesso que minha criação atrapalha um pouco a defesa a esta moça... Afinal, sou filha "temporão" e minha educação foi daquelas mais "conservadoras". Aprendi que pra cada lugar há uma roupa apropriada, e não consigo acreditar que aquela roupa é roupa de estudante. O que posso dizer é que cada um pode vestir o que quiser (e os outros realmente não têm o direito de agredir ou hostilizar), mas acho também que você tem que assumir a escolha que fez... Se você for de minissaia a uma igreja, por exemplo, já sabe que será observada por uns, criticada por outros... talvez até seja convidada a se retirar (dependendo da igreja...). É uma escolha sua.


O fato é que todo excesso gera polêmica: pra menos ou pra mais! Se você tem muito (muito dinheiro, muitos filhos, muita vaidade) certamente virará assunto; se você tem pouco (é pobre, não tem filhos, é relaxada com a aparência) também gerará comentários... Mas se você for de classe média, tiver 2 filhos e vestir-se moderadamente, sua vida segue! rsrsrs


Há um "jogo" muito legal que proponho sempre aos meus "clientes do Judiciário":

Você acha que o valor que você paga de pensão a seu filho é muito alto? É simples! Peça a guarda da criança e receba o mesmo valor de sua ex-mulher! Ahhhh... vc acha pouco?


Você acha que a moça da minissaia foi injustiçada? Então não se ofenda, daqui alguns anos, quando sua filha for à faculdade de shorts e bustiê! Tempos modernos! (Ahhh... sua filha não??)


Concluindo: temos livre arbítrio; e cada um sabe o que é melhor pra si. Quero deixar bem claro que não condeno a atitude da moça e nem acho correto o que aconteceu naquela faculdade.

Aliás, no Fórum, vejo pessoas com trajes bem mais ousados e nem por isso elas são hostilizadas - e há uma placa na entrada que impede a entrada de pessoas vestindo bermudas ou CAMISETAS SEM MANGA (!)


Mas uma coisa é certa: Se você for fazer caminhadas num parque, de salto alto e vestido, ninguém achará que você está lá pra se exercitar! Assuma isso! E não se ofenda se os homens te chamarem pra sair...
É o que penso.



Só de Sacanagem – (Elisa Lucinda)


A sugestão foi do meu sobrinho Tiago. E, embora eu já tenha publicado este texto antes (Post do dia 13 de abril), não custa repeti-lo, afinal, é um texto brilhante mesmo! Segue abaixo o texto de Elisa Lucinda:

Meu coração está aos pulos! Quantas vezes minha esperança será posta à prova?

Tudo isso que está aí no ar: malas, cuecas que voam entupidas de dinheiro - do meu dinheiro, do nosso dinheiro- que reservamos duramente para educar os meninos mais pobres que nós; para cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus pais. Esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e eu não posso mais.


Quantas vezes minha esperança vai esperar no cais? É certo que tempos difíceis existem para aperfeiçoar o aprendiz. Mas não é certo que a mentira dos maus brasileiros venha quebrar no nosso nariz.


Meu coração tá no escuro. A luz é simples, regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó e dos justos que os precederam: “Não roubarás”; “Devolva o lápis do coleguinha”. “Esse apontador não é seu, minha filha”...


Pois bem, se mexeram comigo, com a velha e fiel fé do meu povo sofrido, então agora eu vou sacanear: Mais honesta ainda vou ficar! Só de sacanagem!

Dirão: “Deixa de ser boba! Desde Cabral que aqui todo o mundo rouba!” E eu vou dizer: “Não importa; será esse o meu carnaval: vou confiar mais e outra vez. Eu, meu irmão, meu filho e meus amigos. Vamos pagar limpo a quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês.Com o tempo a gente consegue ser livre, ético e o escambau".

Dirão: “É inútil, todo o mundo aqui é corrupto, desde o primeiro homem que veio de Portugal”.

E eu direi: “Não admito, minha esperança é imortal”. E eu repito: “Ouviram? IMORTAL!”


Sei que não dá para mudar o começo, mas, se a gente quiser, vai dar para mudar o final!

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