terça-feira, 28 de abril de 2009

28 de abril: Dia da Sogra!




Reservou-se às sogras o dia 28 de abril. Quase ninguém sabe dessa data e muito menos comemora, afinal, a sogra é o ser mais injustiçado do mundo.




Existem milhares de piadinhas sobre elas e - se não na totalidade - 90% delas fazem da sogra uma bruxa. A sogra é tratada como vilã, como xereta, como bisbilhoteira, como mandona etc.




Mas hoje vou partir para a defesa delas!




É preciso lembrar que antes de ser "a sogra" ela foi "a mãe"! Isso faz toda a diferença. E muitas vezes explica o fato do filho/da filha partir em defesa dela... Afinal, MÃE é coisa sagrada! (com raras exceções).




O estranho ocorre quando o filho/a filha parte em defesa do cônjuge!... Aí só há duas explicações: ou a sogra realmente passou dos limites, ou o filho/a é um ser muito ingrato!




Vamos voltar ao "x" da questão - toda sogra necessariamente é mãe! Então vamos partir do começo:




Quando nasce um bebê, mamãe e papai se desdobram para cuidar do rebentinho: são horas e horas de dedicação, de carinho, de cuidados: alimentação, higiene, educação, cuidados com a saúde... E o filhotinho cresce forte e feliz. Aí, num dia qualquer, a filhinha/o filhinho conhece o filhinho/a filhinha de alguém e começam a se engraçar... e a mamãe começa a ficar de lado...




(abro um parênteses aqui pra falar que achei muito bonitinha uma frase que vi no Orkut de uma mamãe... estava escrito algo assim "Eu sou a pessoa mais importante da vida do 'fulano', pelo menos por enquanto...")




Passa-se mais um tempo e os dois (o filho da mãe com a filha de outra mãe) resolvem se casar. E aí começa a encrenca. Geralmente, é claro, a coisa se dá entre nora e sogra (entre genro e sogra é mais difícil), afinal, agora nora e sogra são "concorrentes": a nora assume o papel da mãe, pois é ela que vai cozinhar, cuidar, administrar o novo lar do "filhinho da mãe".




Aí, quando a sogra diz: "O 'Gê' adora frango ensopado", a nora já se acha no dever de fazer o melhor frango ensopado do mundo, afinal, se o 'Gê' gosta, ela fará (e melhor do que o da "D. Jararaca" - sim, a "D. Fulana de Tal" de uma hora pra outra vira "D. Jararaca"...)




Não seria mais simples se a nora deixasse de lado o orgulho e fosse comer o tal frango ensopado na casa da sogra, de vez em quando? Deixaria a sogra feliz e não precisaria cozinhar!!!...




Mas se você quer ver a coisa "pegar fogo" mesmo, espere o nascimento do neto da sogra!


Se a sogra quer ver o bebê a toda hora, é uma intrometida; se quase não o vê, é uma avó ausente... Mas com a avó materna é diferente: essa sim, sabe dar palpites certos, é uma avó carinhosa - sempre presente; ou é uma avó "sem tempo" para ficar com o netinho...coitada!




Há uma nítida diferença por parte das mulheres em aceitar os conselhos da sogra, mas os da mãe sempre são bem-vindos. Isso é até natural; mesmo porque com nossa mãe temos mais liberdade para falar quando é hora de parar. E por que não transformar a sogra numa segunda mãe, então??




Lendo essas bobagens você enxergou alguém da sua família? Ou enxergou a si mesmo?




Se você já tem filhos, lembre-se de que você provavelmente também será sogra um dia! Como gostaria de ser tratada?




Minha mãe sempre me dizia: "Trate bem a sua sogra; ela é mãe do seu marido!" Talvez seja por isso que eu me dê bem com a minha. É claro que já passei pela fase da "concorrência", e hoje rimos juntas das diferenças que tivemos.




A partir de hoje, pense nisso:




- Ela liga demais? Talvez tenha batido uma carência... (sua mãe não te liga também?)




- Ela quase não liga? Será que não foi você que a afastou?




- Ela quer fazer o "frango ensopado" pro 'Gê' ? Deixe que faça! Elogie também e faça parte da mesa!




- Ela mima demais os seus filhos? E que avó não mima? Isso, aliás, é função delas!




E caso esteja ultrapassando "um pouquinho" os limites, nada como uma conversa franca, mas amigável.




Se estiver lendo este texto e ainda for tempo, dê uma ligadinha pra sogra hoje... ela vai ficar feliz! Se não houver tempo, anote na agenda pra não esquecer no próximo ano: Dia 28 de abril é Dia da Sogra!

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Palavras ao vento (Pedro Bial)


Esse texto está no CD "Filtro Solar", organizado por Pedro Bial.

Achei-o bem interessante...


PALAVRAS AO VENTO


A: primeira letra do alfabeto, é também a primeira letra da palavra “amor” (e se acha importantíssima por isso!). Com A se escreve "arrependimento", que é uma inútil vontade de pedir ao tempo para voltar atrás. Com A se dá o tipo de tchau mais triste que existe: "adeus"... Ah, é com A que se faz "abracadabra", palavra que se diz capaz de transformar sapo em príncipe e vice-versa...


Com B se diz "belo" - que é tudo que faz os olhos pensarem ser coração; e se dá a "bênção", um sim que pretende dar sorte.


Com C: "calendário" (que é onde moram os dias) e o "carnaval"-esta oportunidade praticamente obrigatória de ser feliz com data marcada."Civilizado" é quem já aprendeu a cantar ´parabéns pra você` e sabe o que é "contrato": você isso, eu aquilo, com assinatura embaixo.


Com D se chega à "dedução": o caminho entre o "se" e o"então"... Com D começa "defeito"- que é cada pedacinho que falta para se chegar à perfeição- e se pede "desculpa", uma palavra que pretende ser beijo.


E tem o E de "efêmero" - quando o eterno passa logo -; de "escuridão" - que é o resto da noite, se alguém recortar as estrelas- e "emoção", um tango que ainda não foi feito. E tem também "eba! ", uma forma de agradecimento muito utilizada porquem ganhou um pirulito, por exemplo...


F é para "fantasia" - qualquer tipo de "já pensou se fosse assim?"-; "fábula" (uma história que poderia ter acontecido de verdade, se a verdade fosse um pouco mais maluca); e "", que é toda certeza que dispensa provas.


A sétima letra do alfabeto é G, que fica irritadíssima quando a confundem com o J.
G de "grade", que serve para prender todo mundo - uns dentro, outros fora; G de "goleiro", alguém em quem se pode botar a culpa do gol; G de "gente": carne, osso, alma e sentimento, tudo isso ao mesmo tempo.


Depois vem o H de "história": quando todas as palavras do dicionário ficam à disposição de quem quiser contar qualquer coisa que tenha acontecido ou sido inventada.


O I de "idade": aquilo que você tem certeza que vai ganhar de aniversário, queira ou não queira.


J de "janela” (por onde entra tudo que é lá de fora) e de "jasmim",que tem a sorte de ser flor e ainda tem a graça de se chamar assim.


L de "", onde a gente fica pensando se está melhor ou pior do que aqui; de "lágrima", sumo que sai pelos olhos quando se espreme o coração, e de "loucura", coisa que quem não tem só pode ser completamente louco.


M de "madrugada", onde vivem os sonhos...


N de "noiva": moça que geralmente usa branco por fora e vermelho por dentro.


O de "óbvio", não precisa explicar...


P de "pecado", algo que os homens inventaram e então inventaram que foi Deus que inventou.


Q, tudo que tem um "não-sei-quê de não-sei-quê".


E R, de "rebolar", que é o que se tem que fazer pra chegar lá...


S é de "sagrado" - tudo o que combina com uma cantata de Bach-; de"segredo" (aquilo que você está louco pra contar); de "sexo":quando o beijo é maior que a boca...


T é de "talvez": resposta pior do que ´não`, uma vez que ainda deixa, meio bamba, uma esperança... ; de "tanto": um muito que até ficou tonto; de "testemunha": quem por sorte ou por azar não estava em outro lugar.


U de "ui", um “ai" que ainda é arrepio; de "último", que anuncia o começo de outra coisa; e de "único": tudo que, pela facilidade de virar nenhum, pede cuidado.


Vem o V, de "vazio" (um termo injusto com a palavra "nada"); de"volúvel":uma pessoa que ora quer o que quer, ora quer o que querem que ela queira.


E chegamos ao X, uma incógnita... X de "xingamento", que é uma palavra ou frase destinada a acabar com a alegria de alguém; e de "": única palavra do dicionário das aves traduzida para o português.


Z é a última letra do alfabeto, que alcançou a glória quando foi usada pelo Zorro... Z de "zaga", algo que serve para o goleiro não se sentir o único culpado; de "zebra"- quando você esperava liso e veio listrado-; e de "zíper"(fecho que precisa de um bom motivo pra ser aberto) e de "zureta", que é como fica a cabeça da gente ao final de um dicionário inteiro!!

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Só de sacanagem (texto de Elisa Lucinda)


(Atenção, leitores do meu blog! O texto não é meu, mas de Elisa Lucinda! Não queiram me chamar de utópica...)





Meu coração está aos pulos! Quantas vezes minha esperança será posta à prova? Tudo isso que está aí no ar: malas, cuecas que voam entupidas de dinheiro - do meu dinheiro, do nosso dinheiro - que reservamos duramente para educar os meninos mais pobres que nós; para cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus pais! Esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade - e eu não posso mais.


Quantas vezes minha esperança vai esperar no cais?

É certo que tempos difíceis existem para aperfeiçoar o aprendiz. Mas não é certo que a mentira dos maus brasileiros venha quebrar no nosso nariz.
Meu coração tá no escuro. A luz é simples, regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó e dos justos que os precederam: “Não roubarás”; “Devolva o lápis do coleguinha”; “Esse apontador não é seu, minha filha”.


Pois bem! Se mexeram comigo, com a velha e fiel fé do meu povo sofrido, então agora eu vou sacanear: mais honesta ainda vou ficar! Só de sacanagem!

Dirão: “Deixa de ser boba! Desde Cabral que aqui todo mundo rouba!” E eu vou dizer: “Não importa! Será esse o meu carnaval. Vou confiar mais e outra vez - eu, meu irmão, meu filho e meus amigos - Vamos pagar limpo a quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês. Com o tempo a gente consegue ser livre, ético e o escambau!".


Dirão: “É inútil, todo mundo aqui é corrupto, desde o primeiro homem que veio de Portugal”.

E eu direi: “Não admito, minha esperança é imortal”. E eu repito: “Ouviram? IMORTAL!”


Sei que não dá para mudar o começo; mas, se a gente quiser, vai dar para mudar o final!

quinta-feira, 2 de abril de 2009

2 de abril: Dia Mundial do Livro Infantil


Fiquei sabendo que hoje é o Dia Mundial do Livro Infantil. Isso me motivou a escrever no blog.




Não é difícil perceber que as crianças de hoje escrevem muito mal: basta entrar em qualquer perfil de adolescente no site de relacionamentos "Orkut" para comprovar a banalização da língua pátria. Isso deve-se, em grande parte, pela falta de leitura.




O hábito de leitura deve ser incentivado logo nos primeiros anos. É o que dizem os especialistas em educação. Mas seja sincero: você conhece alguma criança que GOSTA de ler?




Até dá pra entender o "asco" que muitas pessoas têm pela leitura, até porque a grande maioria na minha faixa etária (30- 40 anos) foi realmente OBRIGADA a ler na escola. Haviam livros obrigatórios, e era preciso responder a algumas perguntas ao final da leitura, a fim de que o professor se certificasse que realmente os tínhamos lido. O fato é que muitas vezes pegávamos o resumo do livro com alguém, o que era "quase" suficiente para tirar uma nota ótima...




A verdade é que nós também tínhamos preguiça ou falta de hábito, mas como éramos obrigados... líamos!




Não há como negar que a leitura afeta sensivelmente nossa escrita. Pessoas que escrevem mal certamente leem pouco. E diante disso, inventam novas regras (e essas sim, fazem muito sucesso entre a molecada). E vemos então: "eh" ao invés de "é"; "naum" ao invés de "não"; "fala" ao invés de "falaR" (essa parte de verbos é muito complicada, pois exige um grande esforço pra entender o que o garoto/a garota quer dizer - digo isso por mim, mas eles se entendem perfeitamente!).




E a justificativa deles (os adolescentes) é que esta nova regra - o internetês- é muito mais simples! E dizem também que só usam essa linguagem na internet... Será?


Será que ao escrever uma redação no vestibular eles saberão escrever corretamente os verbos, acentuar corretamente as palavras, grafar corretamente as palavras?? Sinceramente, não acredito.




Meu professor de Língua Portuguesa no Curso Preparatório para a carreira jurídica dizia-nos sempre: "Habitue-se a escrever corretamente SEMPRE, mesmo em bilhetes informais, pois isso facilitará sua vida... Fará com que você se habitue a escrever de forma correta, evitando dúvidas na hora da prova". E eu acho que ele está certo.




Felizmente estamos em constante evolução; podemos trocar de emprego, almejar cargos melhores, cursar boas universidades... mas isso só ocorrerá para aqueles que se preocuparem com a língua culta. Quem escreve em "internetês" não terá chance.




Assim, no Dia Mundial do Livro Infantil, faço um apelo a pais, tios e mestres: vamos incentivar os pequenos à leitura! E se o incentivo não der resultado, vamos "pegar no pé" mesmo! É o melhor que podemos fazer por eles!




Provérbios 22:6 diz: "Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele."








quarta-feira, 1 de abril de 2009

DIA DA MENTIRA

Dia da mentira

(Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre)


Há muitas explicações para o 1 de abril ter se transformado no Dia da Mentira ou Dia dos Bobos. Uma delas diz que a brincadeira surgiu na França. Desde o começo do século XVI, o Ano Novo era festejado no dia 25 de Março, data que marcava a chegada da primavera. As festas duravam uma semana e terminavam no dia 1 de abril.
Em 1564, depois da adoção do calendário gregoriano, o rei Carlos IX de França determinou que o ano novo seria comemorado no dia 1 de janeiro. Alguns franceses resistiram à mudança e continuaram a seguir o calendário antigo, pelo qual o ano iniciaria em 1 de abril. Gozadores passaram então a ridicularizá-los, a enviar presentes esquisitos e convites para festas que não existiam. Essas brincadeiras ficaram conhecidas como "plaisanteries".
Em países de língua inglesa o dia da mentira costuma ser conhecido como "April Fool's Day" ( ou Dia dos Tolos), na Itália e na França ele é chamado respectivamente "pesce d'aprile" e "poisson d'avril", o que significa literalmente "peixe de abril".
No Brasil, o 1º de abril começou a ser difundido em Pernambuco, onde circulou "A Mentira", um periódico de vida efêmera, lançado em 1º de abril de 1848, com a notícia do falecimento de Dom Pedro, desmentida no dia seguinte. "A Mentira" saiu pela última vez em 14 de setembro de 1849, convocando todos os credores para um acerto de contas no dia 1º de abril do ano seguinte, dando como referência um local inexistente.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Mães (sen-sa-cio-nal!!!)


Ouvi este texto no CD "Filtro Solar", narrado por Fernanda Montenegro.

Toda mãe deveria receber este texto na saída da maternidade...

Fabuloso!

Confira:



Mães



Mães: geralmente é a vocês que cabe a educação dos filhos, sobretudo no capítulo modos à mesa, arrumação do quarto etc.

Não sejam preguiçosas! É mais fácil fazer que ensinar. Mas tenham coragem: ensinem!!! E comecem cedo para que os bons hábitos se tornem uma segunda natureza e não um procedimento para se ter só na frente das visitas.


Seja rigorosa! Eles vão te odiar às vezes; você vai querer esganá-los freqüentemente - faz parte entre as pessoas que se amam. Mas um belo dia alguém vai dizer o quanto seu filho é educado, prestativo, gentil, querido. Você vai desmaiar de surpresa e felicidade.


Eu nunca me esqueço daquela história da mãe que se dirigiu a uma especialista em boas maneiras para saber com que idade ela deveria colocar seu filho no curso. Ao saber que o filho estava com três meses de idade ela respondeu: "Mas talvez já seja muito tarde!".


Não morra de vergonha se seu filho der um vexame na frente dos seus amigos. Não valorize os erros nem dê bronca em público. Nunca trate a criança com se ela fosse uma débil mental: elas entendem tudo!

Use sempre um bom vocabulário. Isso aumenta a capacidade lingüística das crianças.

E não fique para morrer de culpa se algum dia precisar frustrar seu filho (tipo “promessa que não pode ser cumprida” etc); apesar do que dizem os especialistas, uma frustraçãozinha de vez em quando prepara a criança para aprender a suportá-las quando no decorrer da vida elas infelizmente acontecerem.


O palavrão. É dito por todos - até em televisão, escrito nos jornais, etc. Pretender que uma criança não repita é puro delírio. Vamos moderar; mas a regra de ouro seria: “palavrão na linguagem corriqueira é uma coisa, mas não pode ser usado jamais na hora da raiva, da briga”. Isso vale também para os adultos.


Ensinem, obriguem seus filhos a cuidarem da bagunça que fazem. O copo de Coca-Cola? De volta pra cozinha. A revistinha que acabou de ler? Para o quarto. Os milhares de papeizinhos de Bis? Amassar e jogar no cinzeiro. A lista não tem fim porque a imaginação de uma criança para instalar o caos onde quer que esteja é também infinita.


Alguns mandamentos:

- Não sair pra se servir correndo na frente dos outros. O ideal, aliás, seria que as crianças até certa idade fizessem as refeições antes dos adultos, com as mães ali ao lado, patrulhando as boas maneiras.

- Não deixar cair um grão sequer na mesa.

- Não encher demais o prato. Há fome no mundo, etc, etc... Se encher, que coma tudo!

- A partir dos cinco anos, não cortar a carne toda de uma vez. Cinco? Talvez eu tenha exagerado: Sete.

- Não misturar carne com peixe; macarrão com farofa, etc. Isso é cultura.

- Pedir licença pra se levantar quando a refeição terminar (pode alegar que precisa estudar) para evitar aquela tortura de ficar na mesa até a hora do café, um suplício.

- Não bater a porta do quarto com estrondo nem quando brigar com o irmão.

- Só gritar se for por mordida de cobra. Ou ficar mudo ou estático dentro do elevador.

- Não chamar a amiga da mãe de tia. Aliás, não chamar ninguém de tia - a não ser as tias de verdade. E só pra deixar bem claro: “tia Rosina”, “tia Helena”, nunca “tia” só.


Eu adoro bebês! Quando começa a idade da correria, eu confesso que já adoro um pouco menos. (Eu tenho que dizer isso bem baixinho pra não ofender as mães.)


Vamos então falar dessa fase sublime: Elas gostam de passar no espaço de quinze centímetros que existe entre o sofá e a mesa; brincam de pique numa sala de dois por três; colocam a cadeira na frente da televisão; se penduram nos lustres; pintam as paredes da sala, o teto etc, etc - e tudo aos gritos. Eu penso que esta talvez seja a fase de maior energia do ser humano. Ah! é a idade das guerras de travesseiros, das almofadas que voam pela janela. Jovens pais adoram essas traquinagens. Tudo bem. Mas não ache tão estranho se alguns de seus amigos não curtirem tanto quanto você essa fase tão adorável dos seus filhotes.

Crianças são difíceis mesmo, é preciso muita paciência pra agüentar o que elas freqüentemente aprontam.


Mas as crianças crescem, e um dia querem trazer a namorada pra dormir em casa. Dinheiro para o Motel? Só se você der. Então, o que fazer? Claro, a gente compreende a situação mas, francamente, ter que cruzar no corredor com a gatona despenteada de camiseta e escova de dente na mão talvez perguntando:"Tia, dá pra me emprestar uma escova de cabelo?" OK, dá. Mas e se você tem três filhos? Vão ser três gatonas? Acho que eu liberaria a casa nos fins de semana e iria dormir no sofá da casa da minha mãe, de um amigo, no banco da praia, deixando a garotada à vontade. Eles e eu numa boa. Mas só ate domingo às dezenove horas - nem um minuto a mais.


Mesmo os filhos mais modernos costumam ser caretésemos em relação as suas próprias mães. Portanto - vá anotando - na frente dos filhos:

- Mãe não namora, não toma mais de um drink, não fala que acha o Jeff Bridge um tesão. (Perdão! Mãe não pronuncia essa palavra; nem sabe o que quer dizer.)

- Não usa mini-saia, não pode adorar Madonna, só pode gostar de Roberto Carlos, Julio Iglesias. (Eles te amam, mas essas preferências sempre incomodam.)

- Nem amigos comuns se deve ter, por precaução. Portanto, quando o destino colocar vocês na mesma festa, pareça o que eles querem que você seja: anule-se!

Tenha pouca, pouquíssima personalidade. Faça o tipo distinto e alegre; se possível, use uma peruca grisalha.

Seja discreta e assexuada, tenha poucas opiniões, se enturme com os mais velhos e trate os mais jovens como se fosse assim uma tia simpaticona, nada mais.

Ria das historias deles e não conte nenhuma sua. Mãe não tem passado.

- Só fale de receitas, crianças; se ofereça pra levar um vestido na costureira pra consertar; tenha bons endereços pra fornecer. Dicas de cozinha.

Conte como era o mundo do seu tempo - seus filhos vão adorar - e depois dessa festa, vá correndo tomar um whisky duplo no bar do Bosco pra não ter um enfarte.


Em compensação, na frente dos netos, faça tudo que não deve e muito mais! Netos costumam adorar avós, digamos, fora dos padrões. É que eles sabem que vão poder contar com elas como fortes aliadas nas crises de caretice dos pais.


Cruel? Não... apenas verdade. E mais: Isso é que faz o Equilíbrio da Vida.

quarta-feira, 18 de março de 2009

ALGUMAS RAZÕES PARA GOSTAR DO BRASIL


RAZÕES PARA GOSTAR DO BRASIL
(Este texto é um resumo do livro “1001 razões para gostar do Brasil”, de autoria de Marcelo Camacho)

“Só mesmo no Brasil”. Quantas vezes você já ouviu essa frase? Geralmente ela é dita em tom de lamento, quando alguma coisa de ruim acontece e, pimba!, põe-se a culpa no país. Assim, com a maior facilidade. Como se o Brasil, com a sua imensidão, gigante pela própria natureza, tivesse lá suas vontades e fosse capaz de castigar seu povo com a seca no Nordeste, a violência nas grandes cidades, a má-fé de parte da classe política. Coisas que, em tese (e apenas em tese), só acontecem no Brasil.

Mas e o lado bom das coisas? Tornou-se comum, a título de consolo, lembrar que o Brasil não tem terremotos, furacões ou vulcões prestes a entrar em erupção. É, não tem mesmo – e isso é ótimo. Mas vamos com calma. Afinal, não é a inexistência de tragédias ligadas a fenômenos naturais que faz do Brasil um lugar bom pra se viver. Alguma dúvida?

O livro de Marcelo Camacho não deixa dúvidas. Mistura de guia afetivo e perfil informal do país, apresenta uma lista de 1001 itens só com coisas legais sobre o Brasil e sobre o povo brasileiro. Coisas que são a cara de um Brasil múltiplo e pulsante (embora nem sempre exclusivas de nossa terra). Coisas que – às vezes, sem que se perceba – fazem a gente gostar de viver aqui. E, ainda, coisas tão nossas que dão identidade ao país e reafirmam uma característica da qual o brasileiro já andou meio esquecido: a auto-estima.

Aí vão algumas:

1) “A terra(..) é toda praia muito formosa. Nela até agora não pudemos saber que haja ouro, nem prata, nem nenhuma coisa de metal, nem de ferro. Porém, a terra, em si, é de muito bons ares (...) Águas são muitas, infinitas. E em tal maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, der-se-á nela tudo, por bem das águas que tem.” (Trecho da carta de Pero Vaz de Caminha ao Rei Dom Manuel, de Portugal, espécie de certidão de nascimento do Brasil.)
2) Feijão com arroz. Se o acompanhamento for bife com batata frita, melhor ainda.
3) Dançar forró. Coladinho. Rosto com rosto, coxa com coxa.
4) Futebol de botão.
5) A vida na roça e tudo que ela tem de bom.
6) Dois dedos de prosa.
7) Viola caipira.
8) Fogão a lenha.
9) Os filmes de Mazzaropi.
10) Os vinhedos de Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul.
11) O colorido dos barcos no porto de Manau8s.
12) Palavras curiosas da língua portuguesa, como “lengalenga”, “saracoteio” e “borogodó”. Mesmo que às vezes a gente nem saiba direito o que elas significam.
13) Sanduíche de mortadela.
14) Couvert de restaurante: pão, torradinhas, patê, manteiga, pastinhas, azeitonas... É incrível ainda sobrar apetite para a refeição.
15) Peixes de água doce: tucunaré, pirarucu, tambaqui, pacu, pintado, dourado...
16) A OktoberFest, em Blumenau, Santa Catarina.
17) Cuscuz. Com pedaços de coco por cima – e muito leite condensado.
18) A cachaça (água-que-passarinho-não-bebe, aguardente, bafo-de-tigre, branquinha, caninha, champanha-da-terra, goro, Iaiá-me-sacode, levanta-velho, Maria-meu-bem, perigosa, xarope-dos-bebos etc.
19) As madeiras brasileiras: mogno, imbuia, peroba-do-campo, jacarandá, cedro, pau-marfim, cerejeira.
20) A sensualidade da mulher brasileira.
21) O Brasil é o país da novela – tanto que a transformou em produto de exportação. “Escarava Isaura”, por ex, já foi vendida para 120 países.
22) Oscar Niemeyer, o maior nome da arquitetura brasileira.
23) Na América Latina, só o brasileiro fala português. Do Oiapoque ao Chuí.
24) Tênis Bamba, Conga, Kichute (com o cadarço amarrado por baixo da sola) e o sapato Vulcabrás 752.
25) Creme de abacate – e com açúcar!
26) Dobradinhas culinárias: frango com quiabo, camarão com chuchu, carne-seca com abóbora (jabá com jerimum), costela com mandioca (vaca atolada)...
27) Casas de suco. Não é em qualquer lugar do mundo que se encontra fruta espremida na hora.
28) Chopp geladíssimo
29) Pastel e caldo de cana
30) Cafezinho (não tem igual)
31) Bolo-de-rolo, bolo de fubá, bolo de aipim com coco, de laranja, de chocolate...
32) Programa brasileiro de combate à AIDS (considerado um dos melhores do mundo)
33) Praias brasileiras – são quase 8000 Km de litoral e mais de 2000 praias.
34) Yes, nós temos bananas!
35) Copacabana, a princesinha do mar.
36) Almoço de domingo na casa da avó: primos, tios, a família toda reunida. De preferência no quintal, em tarde fresca, debaixo de uma bela mangueira.
37) Casquinha de siri.
38) Malhação de Judas no sábado de Aleluia.
39) Banana frita, com açúcar e canela.
40) O bom humor do brasileiro. Não é de se estranhar que o país tenha tyantos comediantes. E público para suas piadas.
41) O pau-brasil.
42) O Zé Carioca.
43) Pão de Queijo.
44) Guga: o maior tenista de todos os tempos.
45) Corrida de São Silvestre.
46) Açaí. No copo, na tigela, com granola, com guaraná em pó.
47) A decoração das ruas em época de Copa do Mundo.
48) Ivo Pitanguy, referência mundial em cirurgia plástica.
49) Jardins de Burle Marx.
50) A simpatia e o calor humano dos brasileiros.
51) Jambo, Jamelão, jenipapo, jabuticaba e jaca.
52) As cestas de Hortência e Magic Paula.
53) O uniforme do malandro: terno de linho branco: gravata vermelha, sapato bicolor e chapéu-panamá.
54) Rabanada na Ceia de Natal.
55) Roda de capoeira ao som de berimbau.
56) Caipirinha. Limão amassado, gelo, açúcar e cachaça. É o drinque que tem a cara do Brasil.
57) O charme e o glamour do Hotel Copacabana Palace, desde 1923 na Praia de Copacabana.
58) O luar do sertão.
59) Goiabada com Queijo (Romeu e Julieta).
60) Corinthians e Palmeiras no Morumbi.
61) Olha a pamonha!!
62) Cerâmicas Marajoara: relíquias de civilizações antigas que chegaram na Ilha de Marajó há cerca de 1500 anos.
63) Chorinho. Com cavaquinho, flauta, bandolim, violão de sete cordas e pandeiro.
64) Antigas fazendas de café.
65) A areia – quase sempre branca – das praias brasileiras.
66) A fauna e a flora do Cerrado.
67) O carnaval carioca.
68) Viver num regime democrático.
69) Acarajé. Com pimenta malagueta.
70) Futebol de praia e futebol de salão, invenções brasileiras.
71) Festivais da canção das décadas de 60 e 70.
72) Canjica.
73) O prédio de Museu de Arte de São Paulo, inaugurado em 1968. Seu acervo, avaliado em mais de 1 bilhão de dólares, é um dos mais importantes da América do Sul.
74) Dom Casmurro e o enigma de Capitu.
75) O misticismo de São Tomé das Letras.
76) Carrocinhas de pipoca, milho e churros.
77) A Ópera de Arame de Curitiba.
78) Chimarrão.
79) Bobó de camarão.
80) Rodinha de violão, com adolescentes cantando.
81) A publicidade brasileira, considerada uma das melhores do mundo.
82) A dinastia de pilotos campeões de Formula 1: Emerson Fittipaldi, Nelson Piquet e Ayrton Senna. Como era bom acordar cedo aos domingos para ver suas vitórias!
83) A Mata Atlântica. Ou, pelo menos, o que sobrou dela.
84) As hortênsias de Gramado.
85) Bis, Chokito, Milkybar, Prestígio, Diamante Negro, Batom, Sensação, Alpino...
86) Andar de charrete.
87) Churrascaria rodízio: picanha, maminha, fraldinha, lingüiça, coração de galinha, lombinho, cupim... Os turistas estrangeiros enlouquecem com tanta carne.
88) A batucada do Olodum.
89) Feijão-de-corda com manteiga de garrafa.
90) Piada de português, de papagaio, de elefante.
91) Os Lençóis Maranhenses, região repleta de lagoas de águas cristalinas intercaladas por dunas de até 50m de altura. É considerada a região de deserto com maior densidade demográfica de oásis do mundo.
92) Água-de-coco.
93) Doce de leite.
94) A floresta da Tijuca, no Rio de Janeiro: maior floresta urbana do mundo.
95) A riqueza das expressões regionais brasileiras: “meu rei”, “oxente”, “uai, sô!”, “ô meu!”, “tchê e báh!”, “merrrmão”...
96) Cuba libre.
97) Tamarindo, graviola, taperebá e cupuaçu.
98) A seleção brasileira de Vôlei Masculino.
99) Distribuição de doces no dia de São Cosme e São Damião.
100) Tutu à mineira.
101) Cefé Colonial em Gramado ou Canela.
102) Férias de inverno em Campos do Jordão.
103) Picadinho com arroz, farofa, ovo, banana e caldo de feijão.
104) Ipê-Roxo e Ypê-Amarelo.
105) Azeite-de-dendê.
106) Tapetes de serragem colorida nas procissões religiosas da Semana Santa em Minas Gerais.
107) O Pantanal Matogrossense, com seus 140mil Km quadrados de planície inundável.
108) Cadeiras de palhinha.
109) Oferendas à Iemanjá na noite de 31 de dezembro.
110) Pelé, o Atleta do Século.
111) Domingo de sol na praia.
112) Dizer que viu o Programa Silvio Santos quando estava passando pelo quarto da empregada... (todo mundo sabe como funciona essa desculpa).
113) Empadinha de camarão, de queijo, de palmito.
114) A Seleção de 1982, que não ganhou a Copa da Espanha, mas foi uma das melhores que o Brasil já teve.
115) Feijoada completa, com feijão preto, arroz, farinha, couve, torresmo e laranja.
116) Jogo de truco ou buraco.
117) Manga-espada.
118) As águas cristalinas dos rios de Bonito, no Mato Grosso do Sul.
119) O calor dos trópicos.
120) Gafieira.
121) O futebol-arte.
122) Futivôlei.
123) Moqueca capixaba em panela de barro.
124) Suco de maracujá, refresco de groselha e suco de caju.
125) O tabuleiro da baiana.
126) Vatapá: farinha de trigo, peixe desfiado, camarão fresco, camarão seco, amendoim, gengibre, leite de coco, azeite-de-dendê etc.
127) Caruaru: quiabo, camarão seco, peixe, farinha de mandioca, cebola, pimenta malagueta, amendoim etc
128) Munguzá: mingau de milho com leite, leite de coco, açúcar, cravo e canela.
129) A jaguatirica: felino tipicamente brasileiro – e ameaçado de extinçaão.
130) A OSESP: Orquestra Sinfônica do estado de São Paulo.
131) Serenatas ao Luar.

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